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Pope Francis e a missão dos jesuítas: um legado de serviço e defesa dos migrantes

Pope Francis, o primeiro papa jesuíta, reforçou a missão da Companhia de Jesus em servir os marginalizados e apoiar migrantes. Recentemente, a ordem enfrentou controvérsias relacionadas a abusos em escolas residenciais e a expulsão do Rev. Marko Rupnik por má conduta. A Jesuit Refugee Service, criada em 1980, continua a ser uma força vital no auxílio a refugiados e migrantes, refletindo o compromisso contínuo da ordem com a justiça social.

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O Papa Francisco, que é o primeiro papa jesuíta, tem falado sobre a importância de ajudar pessoas marginalizadas e migrantes. A Companhia de Jesus, conhecida como Jesuítas, foi fundada no século XVI e tem cerca de 15 mil membros em mais de 110 países. Eles trabalham em várias áreas, como educação e ajuda humanitária, sempre buscando a glória de Deus. A ordem foi criada por São Inácio de Loyola e é famosa por suas escolas e universidades, como a Universidade de Georgetown. Os Jesuítas também ajudam refugiados e migrantes por meio do Serviço Jesuíta aos Refugiados, que começou em 1980. Recentemente, a ordem enfrentou críticas por abusos em internatos e pela expulsão do padre Marko Rupnik por má conduta. Além disso, a Universidade Centro-Americana foi confiscada na Nicarágua, e seis jesuítas foram assassinados durante a guerra civil em El Salvador.

A Ordem dos Jesuítas: História, Missão e Desafios Atuais

O Papa Francisco, o primeiro pontífice da Companhia de Jesus – popularmente conhecida como Jesuítas –, destacou a importância de servir comunidades marginalizadas e defender os direitos dos migrantes durante seu papado. A ordem religiosa, fundada no século XVI, conta com cerca de 15 mil padres, irmãos e noviços de mais de 110 países.

Os Jesuítas atuam em diversas frentes, desde universidades de prestígio até abrigos para migrantes, guiados pelo lema “*ad majorem Dei gloriam*” (“para a maior glória de Deus”). Segundo o superior geral da ordem, o padre Arturo Sosa, o jesuíta é “um servidor da alegria do Evangelho” em qualquer missão que exerça.

Origens e Expansão Global

A ordem foi fundada no século XVI pelo espanhol São Inácio de Loyola, cujos “Exercícios Espirituais” permanecem um clássico da prática contemplativa católica. Desde o início, enfatizou-se o alcance missionário e internacional da ordem. Ao longo dos séculos, os Jesuítas construíram uma reputação em educação e pesquisa, fundando escolas e universidades em todo o mundo, como a Universidade de Georgetown, em Washington, e a Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma.

Além do ambiente acadêmico, os Jesuítas também lideraram esforços para ajudar os mais necessitados, atuando em diversas áreas de conflito nas Américas e prestando auxílio a refugiados em crises humanitárias globais. O padre Bruce Morrill, teólogo da Universidade Vanderbilt, no Tennessee, ressalta que a glória de Deus se manifesta onde há salvação para os seres humanos, resumindo a conexão entre as missões educacionais, espirituais, de justiça social e humanitárias dos Jesuítas.

Atuação com Migrantes e Refugiados

O Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS) foi criado em 1980 para responder às necessidades de pessoas que fugiam das consequências da Guerra do Vietnã. Desde então, tornou-se uma das organizações mais ativas globalmente no auxílio a refugiados, asilados e migrantes, independentemente de sua fé. A defesa dos migrantes foi uma prioridade do Papa Francisco, que constantemente enfatizou a importância da humanidade e da dignidade de todas as pessoas, especialmente aquelas frequentemente marginalizadas.

Além do JRS, a Rede e o Serviço Jesuíta aos Migrantes atuam em diversos países, oferecendo assistência humanitária, jurídica, psicossocial e pastoral a pessoas deslocadas pela violência ou pela fome, além de apoio às famílias que os migrantes deixam para trás. Em casos recentes, como as tragédias envolvendo migrantes guatemaltecos no México e nos Estados Unidos, os Jesuítas foram descritos como um apoio constante pelas famílias das vítimas.

Desafios e Controvérsias

A história dos Jesuítas também é marcada por desafios e controvérsias. Em 1773, a ordem foi dissolvida sob pressão de interesses políticos europeus, sendo restaurada apenas em 1814. Mais recentemente, a Universidade Centro-Americana, administrada pelos Jesuítas, foi confiscada pelo governo da Nicarágua, em meio a uma repressão à liberdade religiosa. Durante a guerra civil em El Salvador, seis jesuítas foram assassinados no campus da Universidade Centro-Americana, em 1989.

A ordem também enfrentou críticas devido a abusos em antigos internatos para crianças indígenas no Canadá e nos Estados Unidos, além de um caso recente envolvendo o padre Marko Rupnik, expulso da ordem em 2023 após alegações de má conduta. A ordem anunciou, no mês passado, indenizações a cerca de 20 mulheres que relataram abusos sexuais, psicológicos e espirituais por parte de Rupnik.

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