A loja de sapatos Muglia, em Buenos Aires, se tornou um local de homenagem após a morte do Papa Francisco, que costumava comprar seus sapatos lá. O lugar atrai muitos visitantes e simboliza a simplicidade do papa, que usava sapatos pretos simples, diferentes dos modelos luxuosos de seu antecessor. A loja, fundada em 1945, é gerida pela família Muglia, que sempre atendeu Francisco, conhecido na infância como Jorge Mario Bergoglio. O atual proprietário, Juan Jose Muglia, recorda que seu avô vendeu o primeiro par de sapatos a Bergoglio quando ele era jovem. Após a morte do papa, a loja recebeu um grande número de pessoas, e Muglia colocou uma foto dele na vitrine. Na vizinhança onde Francisco cresceu, os moradores o lembram com carinho, deixando flores e mensagens na casa onde ele viveu. Antonio Plastina, um vendedor de jornais, e Alicia Gigante, uma moradora de 91 anos, compartilharam memórias emocionantes sobre a bondade e a acessibilidade do papa.
BUENOS AIRES, Argentina — A loja de sapatos Muglia, onde o falecido Papa Francisco costumava comprar seus calçados, se tornou um ponto de homenagem após sua morte. O local, que atraiu muitos visitantes, destaca a simplicidade e a humildade do pontífice.
Os sapatos pretos, que contrastam com os luxuosos modelos de seu predecessor, o Papa Bento XVI, simbolizam a conexão de Francisco com o povo. A loja, fundada em mil novecentos e quarenta e cinco, é administrada pela família Muglia, que tem uma longa história de atendimento ao futuro papa, conhecido na infância como Jorge Mario Bergoglio.
Juan Jose Muglia, atual proprietário, relembra que seu avô vendeu o primeiro par de sapatos a Bergoglio quando ele era jovem. “Ele sempre comprava os mesmos modelos, que são simples e duráveis”, afirmou Muglia. Os sapatos, que hoje custam cerca de R$ 850,00, atraem não apenas fiéis, mas também jornalistas e curiosos que desejam conhecer mais sobre as raízes do papa.
Homenagem e Lembranças
Após a morte de Francisco, a loja recebeu um fluxo intenso de visitantes. Muglia colocou uma foto do papa em destaque na vitrine, refletindo a importância do local na vida do pontífice. “Era um mundo de pessoas”, disse ele, referindo-se ao movimento gerado pela notícia.
Na vizinhança de Flores, onde Francisco cresceu, a população o recorda com carinho. O vendedor de jornais Antonio Plastina, de sessenta e nove anos, compartilhou memórias de conversas informais com o papa. “Ele era uma pessoa maravilhosa, sempre gentil e acessível”, afirmou Plastina, emocionado.
Os moradores deixaram flores e mensagens na casa onde Francisco viveu. Alicia Gigante, de noventa e um anos, recorda com saudade a bondade e o sorriso do papa. “Ele sempre tinha um gesto carinhoso para todos”, disse ela, emocionada ao relembrar os momentos vividos na comunidade.
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