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Cristã sequestrada pelo Boko Haram mantém fé inabalável em meio a horrores do cativeiro

Sobrevivente do Boko Haram, Safiratu relata sua luta pela fé após perder um filho e se casar com um terrorista para proteger os filhos.

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Safiratu, uma mulher sequestrada pelo Boko Haram na Nigéria, compartilhou sua dolorosa experiência de cativeiro. Ela estava grávida quando o grupo a atacou, e perdeu seu filho durante a violência. Após ser capturada, passou uma semana sozinha, sem comida ou ajuda, até conseguir encontrar seus outros filhos. Em um novo ataque, o Boko Haram matou quatro de seus filhos, e para proteger os que sobreviveram, ela se casou com um dos terroristas, temendo pela vida deles. Apesar das dificuldades, Safiratu manteve sua fé, orando em silêncio mesmo quando forçada a participar de rituais islâmicos. Após meses, ela conseguiu escapar durante um confronto entre soldados e terroristas. Ao retornar para casa, seu marido a rejeitou, mas ela encontrou apoio em um pastor que a ajudou a recomeçar. Hoje, ela vive com seus filhos, trabalha em um pequeno negócio e continua a orar pela reconciliação de sua família, encorajando outros cristãos perseguidos a permanecerem firmes na fé.

Uma mulher sequestrada pelo Boko Haram no norte da Nigéria, Safiratu, compartilhou sua experiência de cativeiro, marcada por tragédias e fé inabalável. Nos últimos quinze anos, o Boko Haram e outros grupos terroristas têm atacado cristãos na região, resultando em mais de 50 mil mortes e na destruição de igrejas.

Safiratu estava grávida de nove meses quando o Boko Haram invadiu sua aldeia. Ela foi severamente espancada e perdeu o filho que esperava. “Fiquei completamente sozinha por uma semana”, relatou ao Global Christian Relief. Após encontrar água, deu à luz a um bebê que nasceu morto e, em seguida, fugiu com seus filhos, enfrentando uma semana sem comida ou água.

Durante um ataque em uma aldeia chamada Zelidva, quatro de seus filhos foram mortos. Para proteger os filhos que sobreviveram, Safiratu aceitou se casar com um dos terroristas. “Era melhor me casar para que meus filhos não ficassem sozinhos”, explicou. Apesar das circunstâncias, ela manteve sua fé, orando em silêncio mesmo quando forçada a realizar orações islâmicas.

Luta pela Liberdade

Após meses de cativeiro, Safiratu conseguiu escapar durante um confronto entre soldados nigerianos e os terroristas. Ela e os filhos caminharam por três dias até reencontrar a família, mas seu marido a rejeitou ao saber do casamento forçado. “Ó Deus, tu me criaste, me deste filhos, e em um dia tiraste tudo de mim”, clamou.

Após ser acolhida por um pastor que realizava evangelismo local, Safiratu encontrou um novo lar e pôde se reunir com seus filhos. Com apoio, ela iniciou um pequeno negócio e recebeu atendimento médico e psicológico. Hoje, ela continua a orar pela reconciliação de seu casamento e encoraja outros cristãos perseguidos, afirmando: “Precisamos ser provados se cremos em Jesus.” Safiratu deseja que seus filhos conheçam a luz e a Palavra de Deus, buscando uma vida feliz.

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