A África enfrenta uma grave crise de deslocamentos, com mais de 45 milhões de pessoas forçadas a deixar suas casas devido a conflitos, desastres climáticos e instabilidade política. Em resposta a essa situação, as igrejas locais estão se tornando essenciais, oferecendo apoio e recursos onde a ajuda internacional tem diminuído. Durante uma mesa redonda em Nairóbi, líderes de ministérios discutiram como as comunidades religiosas estão mobilizando recursos e serviços para ajudar refugiados e deslocados. Eles relataram que as igrejas estão oferecendo terras e serviços, além de liderar iniciativas de capacitação, como treinamento em habilidades práticas. A situação é crítica, com relatos de pessoas morrendo em filas por alimentos, destacando a necessidade urgente de soluções sustentáveis. Os participantes também mencionaram a importância da educação e como as igrejas estão incorporando atividades como esportes e artes para atender às necessidades de crianças e adolescentes deslocados. A mesa redonda enfatizou que as igrejas devem não apenas atender às necessidades imediatas, mas também ajudar a construir soluções de longo prazo nas comunidades.
À medida que a África enfrenta uma crescente crise de deslocamentos, mais de 45 milhões de pessoas estão deslocadas à força devido a conflitos, desastres climáticos e instabilidade política. Igrejas locais têm se tornado fundamentais no apoio a refugiados e deslocados, conforme discutido em uma mesa redonda organizada pela Refugee Highway Partnership Africa (RHP Africa) em abril, em Nairóbi.
O evento reuniu 32 líderes de ministérios que atendem pessoas deslocadas em todo o continente. Os participantes destacaram que, com a redução da ajuda internacional, as igrejas estão assumindo um papel vital, oferecendo recursos e serviços essenciais. O Rev. Clement, do Chade, mencionou que congregações estão sacrificando seus próprios recursos para apoiar os necessitados.
Na África Oriental e dos Grandes Lagos, mais de 5,4 milhões de pessoas estão deslocadas, com o Sudão respondendo por cerca de 2 milhões. A África Ocidental e Central abrigam aproximadamente 3,3 milhões, enquanto a África Austral acomoda 10 milhões de refugiados e solicitantes de asilo. A mesa redonda enfatizou a necessidade de respostas sustentáveis e baseadas na comunidade, com iniciativas de capacitação em áreas como alfaiataria e agricultura.
Iniciativas Sustentáveis
Os participantes relataram que as igrejas estão liderando esforços para atender traumas, um papel anteriormente desempenhado por ONGs. Salome, do Sudão do Sul, destacou a urgência de soluções, mencionando a morte de uma mulher em uma fila de alimentos. Programas como o He Is Like Me International Ministries estão promovendo a resiliência entre mulheres e jovens em campos de refugiados.
Com a diminuição das opções de reassentamento, modelos africanos como o Plano Shirika do Quênia e a Estrutura Abrangente de Resposta aos Refugiados (CRRF) de Uganda estão sendo considerados. No entanto, desafios como a politização e a falta de consultas à comunidade persistem. A educação foi identificada como uma lacuna crítica nas respostas humanitárias atuais, levando as iniciativas lideradas pela igreja a incorporar esportes e artes para atender às necessidades de crianças deslocadas.
Os participantes da mesa redonda expressaram a convicção de que as igrejas devem não apenas responder às necessidades imediatas, mas também ajudar a construir soluções de longo prazo enraizadas nas comunidades locais.
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