Brendo Silva, um ex-seminarista que passou mais de 10 anos na Igreja Católica, lançou o livro “A Vida Secreta dos Padres Gays”, onde conta sobre sua experiência com relações sexuais entre seminaristas e assédio por padres. Ele entrou para a vida religiosa aos 12 anos, mas enfrentou conflitos por causa de sua sexualidade e a exigência de celibato, levando-o a abandonar a Igreja em 2013. Brendo relata que, durante sua formação, muitos seminaristas eram gays e que era comum manter relações sexuais entre eles, enquanto também passavam por terapias para tentar mudar sua orientação sexual. Após deixar a Igreja, ele começou a receber ameaças de religiosos que o acusavam de trair sua vocação. Atualmente, Brendo vive em São Paulo e continua a ser perseguido por pessoas ligadas à Igreja.
Brendo Silva, ex-seminarista que passou mais de dez anos na Igreja Católica, lançou o livro “A Vida Secreta dos Padres Gays”. A obra revela suas experiências de relações sexuais entre seminaristas e assédio por padres, além de ameaças recebidas após expor sua história.
Brendo ingressou na vida religiosa aos doze anos e enfrentou conflitos relacionados à sua sexualidade e à exigência de celibato. Ele abandonou a Igreja em 2013, após perceber que não poderia se adequar à vida que a instituição impunha. O autor relata que muitos seminaristas eram homossexuais e que as relações sexuais entre eles eram comuns, enquanto eram submetidos a terapias para a chamada “cura gay”.
O ex-seminarista passou por quatro seminários em diferentes países e afirma que o ambiente religioso é marcado pela repressão afetiva e sexual. “Os padres nos assediavam de maneira clara e exagerada”, diz Brendo. Ele também menciona encontros secretos entre padres, onde a sexualidade era discutida abertamente.
Ameaças e Repercussões
Após a publicação do livro, Brendo começou a receber ameaças de religiosos que o acusam de trair a vocação. Ele relata que, mesmo fora da Igreja, continuou a ser contatado por padres e bispos para encontros amorosos. “Já fui almoçar com um bispo e depois fomos para o motel”, revela.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foi procurada para comentar sobre os relatos de Brendo, mas não respondeu às solicitações. O ex-seminarista, que atualmente vive em São Paulo, destaca a necessidade de viver sua sexualidade de forma autêntica, apesar das ameaças e perseguições que enfrenta.
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