Em 2017, Yousef Nadarkhani foi condenado a dez anos de prisão e dois anos de exílio no Sul do Irã. Ele foi preso novamente em 2023 por promover o cristianismo, sua quarta prisão. Embora tenha sido perdoado em fevereiro de 2023, o exílio de dois anos em Nik Shahr continua. O Relatório Anual de 2025 da organização Article 18 destaca que o exílio é usado para manter prisioneiros longe da atenção pública. O tempo de exílio começou quando ele saiu da prisão, e deve terminar em fevereiro de 2025. Grupos de direitos humanos não relataram novas violações, sugerindo que as autoridades deixaram o prazo expirar. A Comissão Internacional de Liberdade Religiosa ainda o considera um prisioneiro de consciência, pois sua condenação permanece. O Irã é o 9º país mais perigoso para cristãos, e a conversão do islamismo para o cristianismo é ilegal, resultando em prisões e abusos. Aida Najafloo, uma cristã de origem muçulmana, está presa há quatro meses sem acusação formal. Ela foi detida em fevereiro de 2025 em Teerã e, apesar de ter terminado os interrogatórios, continua sem explicação. O tribunal pediu uma fiança alta, que sua família não pode pagar, e sua situação é complicada pela saúde de um de seus filhos e por suas próprias condições de saúde, que não estão sendo tratadas na prisão.
Em **2017**, Yousef Nadarkhani foi condenado a dez anos de prisão e dois anos de exílio interno no Sul do Irã. O conhecido líder cristão perseguido iraniano foi condenado mais uma vez por “agir contra a segurança nacional por meio da propagação de igrejas domésticas e promoção do cristianismo sionista” em 2023, sua quarta prisão.
A sentença foi posteriormente reduzida após revisão. Yousef foi perdoado em fevereiro de 2023, mas o perdão não excluiu o período de dois anos de exílio, em cumprimento em Nik Shahr (Sistão-Baluchistão), a dois mil quilômetros da casa do pastor. O Relatório Anual de 2025 da organização Article 18 lista Yousef Nadarkhani entre os cristãos de origem muçulmana forçados ao exílio e enfatiza que os tribunais usam o exílio para manter os prisioneiros libertos “fora de vista”.
Como o tempo de exílio começou a contar no dia em que Yousef deixou a prisão em 2023, a ordem de dois anos deveria ter terminado no final de fevereiro de 2025. Grupos de direitos humanos não relataram nenhuma violação ou nova intimação, o que geralmente significa que as autoridades deixaram o prazo expirar discretamente.
A Comissão Internacional de Liberdade Regiosa (USCIRF, da sigla em inglês) ainda o mantém em seu banco de dados de Prisioneiros de Consciência Religiosa. Isso porque, mesmo após sua libertação, a condenação do exílio ainda está vigente e há um histórico do regime no Irã de prender novamente líderes de igrejas domésticas assim que a atenção pública diminui.
Perseguição a Cristãos no Irã
o país ocupa a 9ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2025, que classifica os 50 países onde os cristãos são mais perseguidos no mundo.
A conversão do islamismo para o cristianismo é ilegal no Irã, e qualquer convertido descoberto pode ser preso. Além disso, deixar o islã pode resultar em perder a herança da família, casamento forçado com um muçulmano, divórcio ou perda da guarda dos filhos.
O governo vê esse os cristãos de origem muçulmana como uma ameaça, acreditando que eles são influenciados por países ocidentais para enfraquecer o islamismo e o regime nacional. Assim, cristãos iranianos são obrigados a se reunir ilegalmente em igrejas domésticas e, se descobertos, são presos.
Na prisão, é comum que cristãos iranianos enfrentem tortura e abusos em interrogatórios. E, mesmo depois de libertos, continuam sendo monitorados pelas autoridades. Aqueles que apoiam os cristãos de origem muçulmana também podem ser presos. Tanto líderes como membros de grupos cristãos são frequentemente detidos, condenados e sentenciados a longos anos de prisão por “crimes contra a segurança nacional”.
Mãe cristã é presa sem julgamento
A mulher cristã no Irã é duplamente vulnerável: por ser mulher em uma sociedade que monitora e recrimina todas as mulheres e por ser cristã. A perseguição acaba sendo mais árdua, levando-as muitas vezes à prisão. Foi o que aconteceu com Aida Najafloo, uma cristã de origem muçulmana, que está há quatro meses na prisão de Evin, sem nenhuma acusação formal. Ela é mãe de dois filhos, e embora seus interrogatórios já tenham sido concluídos, continua detida sem uma explicação clara por parte das autoridades do motivo da prisão.
Aida foi presa em fevereiro de 2025, em Teerã, capital do Irã, por agentes do Ministério da Inteligência do país. Inicialmente, foi levada para uma ala de segurança dentro da prisão de Evin, onde foi interrogada várias vezes. Em abril, foi transferida para a ala feminina geral. Desde então, nenhuma acusação oficial foi anunciada, e ela permanece em uma situação jurídica incerta.
O tribunal iraniano exigiu um valor extremamente alto de fiança, de 11 bilhões de tomans (equivalente a centenas de milhares de dólares americanos), para sua libertação temporária. A família de Aida não tem condições de pagar esse valor, então ela não teve outra escolha senão permanecer na prisão.
Sua situação é especialmente dolorosa porque um de seus filhos tem um problema de saúde e precisa de cuidados especiais. Na ausência de Aida, a família está lutando para lidar com a vida diária e cuidar adequadamente da criança. Além disso, Aida enfrenta sérios problemas de saúde. Antes de sua prisão, ela passou por uma cirurgia na coluna e ainda precisa de acompanhamento médico regular. No entanto, na prisão, ela não tem recebido os cuidados necessários, o que agravou sua dor.
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