Durante muito tempo, ler a Bíblia foi algo que poucas pessoas podiam fazer. Antes do papel e da imprensa, os textos sagrados eram copiados à mão e só estavam disponíveis para religiosos e nobres. Mesmo com a divisão em capítulos e versículos no século XII, entender a Bíblia ainda era difícil por causa da linguagem e da complexidade dos textos. A Bíblia é uma coleção antiga escrita em hebraico, aramaico e grego, cheia de simbolismos e metáforas que podem confundir os leitores. Para ajudar, o teólogo Luiz Sayão lançou a Bíblia de Estudo *Rota 66*, que começou como um projeto em áudio e fez muito sucesso. Agora, a versão impressa traz um jeito leve e acessível de entender a Bíblia, como se fosse uma viagem com guias e paradas. Sayão acredita que o projeto também pode ajudar a unir as pessoas em tempos de divisão, lembrando que Jesus conversava com todos, independentemente de suas diferenças. Ele defende que a mensagem da Bíblia deve ser usada para promover paz e compreensão, não para conflitos. O foco deve ser em cultivar uma espiritualidade que una as pessoas.
Durante séculos, ler a Bíblia foi um privilégio para poucos. Muito antes da invenção do papel ou da imprensa, os textos sagrados eram copiados à mão, em pergaminhos caríssimos, e acessíveis apenas a religiosos, nobres ou monges alfabetizados. Mesmo quando a Bíblia passou a ser dividida em capítulos e versículos, no século XII, o entendimento do seu conteúdo seguia restrito — pela barreira do idioma, da complexidade dos textos e da escassa formação dos leitores.
A Bíblia, afinal, é uma coletânea milenar, escrita em hebraico, aramaico e grego, repleta de simbolismos, metáforas e contextos históricos distantes da vida cotidiana. Traduzir, interpretar e aplicar seus ensinamentos exigia (e ainda exige) muito mais do que apenas saber ler. Não à toa, muitos leitores ainda se sentem perdidos diante de passagens densas ou controversas, como leis antigas, profecias ou poemas enigmáticos.
É nesse cenário que surge a *Rota 66*, Bíblia de Estudo lançada pelo teólogo e hebraísta Luiz Sayão. A *Rota 66* nasceu como um projeto em áudio, com mais de 600 episódios transmitidos pela Rádio Trans Mundial. O sucesso foi tanto que a série conquistou ouvintes em diversos países, sendo internacionalizada e amplamente difundida fora do Brasil — o que, segundo Sayão, é motivo de profunda alegria.
Agora, o projeto ganhou uma nova dimensão com o lançamento da Bíblia de Estudo *Rota 66*, publicada pela Editora Geográfica. A obra impressa mantém o espírito acessível e bem-humorado do podcast, com títulos criativos, jogos de palavras e metáforas inspiradas na linguagem do cotidiano, e chega como uma ferramenta para guiar leitores de todas as idades pela jornada bíblica. O projeto se propõe a guiar o leitor pela Bíblia como se fosse uma viagem — com GPS, placas explicativas e paradas estratégicas.
Em entrevista ao Portal Tela, Luiz Sayão reforça que a proposta da *Rota 66* é mais do que facilitar o estudo da Bíblia — é também uma ferramenta para restaurar pontes em tempos de polarização. “O mundo está adoecido e intolerante, o que é contraditório, principalmente para os que se dizem cristãos”, afirma o teólogo. Ele lembra que Jesus dialogava com quem era rejeitado por todos: “Conversava com a mulher samaritana, com crianças, jantava na casa de fariseus, que eram de outro grupo religioso, e ajudava até soldados romanos que viessem lhe pedir ajuda.”
Para Sayão, o exemplo de Cristo é um convite à escuta e à empatia, mesmo em meio às diferenças políticas, religiosas ou culturais. “O importante”, defende, “é colocar as pessoas de volta na rota: de compreensão, tolerância e conexão.”
O professor Luiz Sayão encerra a entrevista com uma reflexão sobre o papel transformador da fé. Para ele, mais do que dominar interpretações ou travar disputas teológicas, o essencial é retomar a essência da mensagem bíblica: “A boa espiritualidade está precisando ser cultivada”, afirma. Segundo Sayão, a Bíblia atravessou milênios não para ser usada como arma em conflitos políticos, ideológicos ou armados — mas como ferramenta de paz, compreensão e humanidade. “O que realmente importa”, conclui, “é todo mundo junto, guiando o mundo numa direção melhor.”
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