No domingo, um extremista atacou uma igreja greco-ortodoxa em Dweilaa, Damasco, matando 25 pessoas e ferindo 63. A comunidade cristã local está em choque. Dweilaa é uma área próxima a um dos portões históricos de Damasco, onde duas igrejas estavam em culto no momento do ataque. Um sacerdote relatou que estava pregando quando os tiros começaram e que todos se jogaram no chão em pânico. Ele também contou sobre uma criança que perdeu a família e pediu para se esconder. Muitas crianças estão traumatizadas e algumas não conseguem falar. Outro cristão expressou sua impotência diante da situação e mencionou a raiva e a confusão que sentem com a repetição da violência. As autoridades sírias afirmaram que o ataque foi realizado por alguém ligado ao grupo terrorista Estado Islâmico, sendo o primeiro grande ataque contra cristãos desde a queda do regime de Al-Assad em 2024. Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo ataque.
A comunidade cristã na Síria sofreu um duro golpe no domingo (22), quando um extremista atacou uma igreja greco-ortodoxa em Dweilaa, Damasco. Segundo veículos da imprensa internacional, 25 vítimas morreram e 63 ficaram feridas. Os cristãos locais ainda estão em choque com o que aconteceu.
Dweilaa é uma área modesta, situada a menos de um quilômetro de um dos portões históricos de entrada da antiga Damasco. Nela, há duas igrejas lado a lado. Durante o ataque à Igreja de Santo Elias, a Igreja Saint Joseph também estava reunida em culto.
“Eu estava pregando quando os tiros começaram. Depois vieram os gritos. Todos instintivamente se jogaram no chão. O medo era indescritível.” conta Baselios, sacerdote da igreja Saint Joseph.
“Estávamos todos em choque, paralisados pelo horror. O momento que realmente me deixou impotente foi quando uma criança, que perdeu a família, correu até mim dizendo: ‘Me esconda, padre, eu não quero morrer’”, ele acrescenta.
“Nada pode descrever o medo”
Todas as pessoas da área estão exaustas, muitas crianças em choque, algumas sem conseguir falar depois do que aconteceu. Elas perderam a voz. Até Baselios tem esse sentimento.
“Mesmo sendo um sacerdote cheio de esperança, estou extremamente cansado de continuar lutando”, ele conta.
“Estou paralisado e sem palavras sobre o que aconteceu ontem em Damasco. Pessoas inocentes participando das orações de domingo, provavelmente orando pelo país e por suas situações pessoais, sendo confrontadas com a morte de seus entes queridos”, diz Mourad, um cristão ligado a parceiro local da Portas Abertas na Síria.
“O trauma do que aconteceu nos atinge profundamente. Temos sentimentos mistos de raiva e questionamento sobre porque isso teve que acontecer novamente. Os cristãos recebem ameaças diárias de fundamentalistas dizendo que serão os próximos. Grupos armados espalhados pelo país estão sedentos por mais mortes. Oramos para que a comunidade internacional e o sangue desses mártires defendam os demais cristãos na Síria”, ele acrescenta.
“Nada pode descrever o medo que sentimos ontem, a dor pelas pessoas que conhecíamos. Pessoas inocentes foram mortas apenas por serem diferentes em suas crenças, por amarem Jesus.” diz uma jovem cristã.
Segundo as autoridades sírias, que condenaram fortemente o ataque, o atentado suicida foi cometido por uma pessoa afiliada ao grupo terrorista Estado Islâmico. Foi o primeiro grande ataque terrorista contra cristãos desde a queda do regime de Al-Assad em dezembro de 2024. Nenhum grupo reivindicou o ataque.
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