- Um ataque aéreo israelense em Nuseirat, na Faixa de Gaza, resultou na morte de pelo menos 32 pessoas, incluindo seis crianças, no último domingo, 14 de julho.
- O ataque ocorreu em um ponto de coleta de água e faz parte de uma série de bombardeios que atingiram várias localidades.
- O exército israelense admitiu um “erro técnico” que causou o ataque em locais não planejados.
- As negociações para um cessar-fogo entre Israel e Hamas não avançam, com Israel afirmando que a guerra só terminará com a rendição do Hamas.
- A violência também aumentou na Cisjordânia, onde dois palestinos foram mortos em confrontos com colonos israelenses.
Ataques em Gaza resultam em mais de 30 mortes, incluindo crianças
DEIR AL-BALAH, Faixa de Gaza — Um ataque aéreo israelense no último domingo, 14 de julho, deixou ao menos 32 mortos, entre eles seis crianças, em um ponto de coleta de água em Nuseirat. Este incidente ocorre em meio a um conflito que já resultou em mais de 58 mil mortes em Gaza nos últimos 21 meses.
O ataque foi parte de uma série de bombardeios que atingiram diversas localidades, incluindo a Cidade de Gaza e os campos de refugiados. O exército israelense alegou que um “erro técnico” fez com que as munições atingissem locais não planejados. “Cerca de 20 crianças e 14 adultos estavam na fila para pegar água quando o ataque ocorreu,” relatou um morador da área.
As negociações para um cessar-fogo entre Israel e Hamas continuam sem progresso. Israel afirma que a guerra só terminará com a rendição do Hamas, enquanto o grupo militante propõe a libertação de 50 reféns em troca do fim das hostilidades e da retirada das forças israelenses.
Civis em risco e crescente violência no Oeste
Além dos ataques em Gaza, a violência também aumentou na Cisjordânia. Recentemente, dois palestinos, incluindo um palestino-americano, foram mortos em confrontos com colonos israelenses. O Ministério da Saúde da Palestina confirmou que Sayfollah Musallet, de 23 anos, foi agredido por colonos em sua propriedade.
A situação humanitária em Gaza se agrava, com a maioria das vítimas sendo mulheres e crianças. O governo israelense, liderado por Binyamin Netanyahu, declarou que não ajudará na reconstrução da infraestrutura em Gaza, afirmando que a região deve permanecer em ruínas por décadas.
A pressão sobre o governo israelense
Familiares de reféns realizaram protestos em frente ao escritório de Netanyahu, clamando por uma solução rápida. “A maioria do povo em Israel quer um acordo, mesmo que isso signifique o fim da guerra,” disse Jon Polin, pai de um refém que foi morto.
O conflito, que começou após um ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, já resultou na morte de cerca de 1.200 israelenses e no sequestro de 251 pessoas. A escalada da violência continua a impactar a vida de civis em ambas as regiões, enquanto a comunidade internacional observa com preocupação.
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