- Ataques aéreos israelenses na Faixa de Gaza mataram mais de 90 palestinos em 24 horas, incluindo mulheres e crianças.
- O ataque mais letal ocorreu no campo de refugiados de Shati, onde um membro do legislativo do Hamas foi morto junto com sua família.
- O Ministério da Saúde de Gaza registrou 93 mortos e 278 feridos nas últimas 24 horas.
- A situação humanitária se agrava, com escassez de alimentos e assistência médica, e cerca de 90% da população deslocada.
- Desde o início da ofensiva em 7 de outubro, mais de 58.400 palestinos morreram e mais de 139.000 ficaram feridos.
Ataques aéreos em Gaza resultam em mais de 90 mortos em 24 horas
DEIR AL-BALAH, Faixa de Gaza — Ataques aéreos israelenses na madrugada de terça-feira mataram mais de 90 palestinos, incluindo mulheres e crianças, segundo autoridades de saúde locais. O ataque mais letal ocorreu no campo de refugiados de Shati, onde um membro do legislativo do Hamas foi morto junto com sua família.
O Ministério da Saúde de Gaza informou que, nas últimas 24 horas, 93 corpos foram levados a hospitais, além de 278 feridos. A situação humanitária na região se agrava, com a população enfrentando escassez de alimentos e assistência médica. Um ataque em Gaza City resultou na morte de 19 membros de uma mesma família, incluindo oito mulheres e seis crianças.
A ofensiva israelense, que começou após o ataque do Hamas em 7 de outubro, já resultou na morte de mais de 58.400 palestinos e ferimentos em mais de 139.000 pessoas, segundo dados do ministério. A maioria das vítimas é composta por mulheres e crianças, embora o governo israelense afirme que seus ataques visam apenas militantes.
A escalada de violência ocorre em meio a negociações sem sucesso entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, sobre um possível cessar-fogo e a liberação de reféns. A Israel, que busca desmantelar o Hamas após o ataque de 1.200 civis, enfrenta críticas por suas táticas em áreas densamente povoadas.
Organizações humanitárias relatam dificuldades em fornecer ajuda devido a restrições militares israelenses e à deterioração da ordem pública. Especialistas alertam para o risco de fome em Gaza, onde cerca de 90% da população foi deslocada de suas casas.
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