- A polícia tailandesa prendeu Wilawan Emsawat, de 35 anos, por extorsão e chantagem de monges budistas em Nonthaburi.
- Ela teria recebido 385 milhões de baht (aproximadamente 11,9 milhões de dólares) ao seduzir monges e forçá-los a pagar para encobrir suas relações.
- Wilawan usou vídeos íntimos para chantagear pelo menos nove monges, resultando na desmonetização de vários deles.
- O governo tailandês, por meio do primeiro-ministro interino Phumtham Wechayachai, anunciou a revisão das leis sobre conduta monástica e transparência financeira dos templos.
- A polícia criou uma página no Facebook para denúncias de comportamentos inadequados de monges, visando restaurar a confiança na comunidade budista.
BANGKOK — A polícia tailandesa prendeu Wilawan Emsawat, de 35 anos, sob acusações de extorsão e chantagem envolvendo monges budistas. A detenção ocorreu em Nonthaburi, onde a mulher supostamente recebeu 385 milhões de baht (aproximadamente 11,9 milhões de dólares) ao seduzir monges e pressioná-los a fazer pagamentos para encobrir suas relações.
As investigações revelaram que Wilawan utilizava vídeos íntimos para chantagear pelo menos nove monges, resultando na desmonetização de vários deles. Nove abades e monges seniores foram despojados de suas vestes monásticas devido ao escândalo, que abalou a confiança na instituição religiosa. A polícia encontrou evidências, incluindo tens de milhares de fotos e gravações em seus dispositivos, que poderiam ser usadas para extorsão.
Repercussões e Investigação
O caso começou a ganhar atenção após um abade de um templo famoso em Bangkok deixar abruptamente a vida monástica. Ele teria sido chantageado por Wilawan, que alegou estar grávida e exigiu 7,2 milhões de baht (cerca de 222 mil dólares) em assistência financeira. As investigações indicam que a maioria do dinheiro extorquido foi direcionada para jogos de azar online.
O governo tailandês, por meio do primeiro-ministro interino Phumtham Wechayachai, anunciou a revisão das leis sobre a conduta monástica e a transparência financeira dos templos. O objetivo é restaurar a confiança na comunidade budista, que representa mais de 90% da população do país.
Além disso, a polícia criou uma página no Facebook para que a população possa denunciar comportamentos inadequados de monges. As autoridades acreditam que as investigações atuais podem levar a mudanças significativas nas normas monásticas e na supervisão das finanças dos templos.
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