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Tanzânia fecha igreja após declarações de pastor sobre direitos humanos

Governo da Tanzânia fecha Igreja Glória de Cristo após críticas de pastor a violações de direitos humanos, intensificando a repressão política.

Foto: Reprodução
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  • O governo da Tanzânia fechou a Igreja Glória de Cristo em 2 de junho, após o pastor e parlamentar Josephat Gwajima criticar violações de direitos humanos em um sermão.
  • O registro da igreja foi cancelado pelo Registro de Sociedades, que alegou que Gwajima minou a confiança pública no governo.
  • Gwajima, crítico da presidente Samia Suluhu Hassan, havia lançado uma campanha de oração por justiça e paz.
  • A repressão política no país aumentou, com a prisão de opositores e deportação de ativistas, levantando preocupações sobre liberdade de expressão.
  • Membros da igreja estão se reunindo em locais alternativos enquanto tentam reverter a decisão judicial.

O governo da Tanzânia fechou a Igreja Glória de Cristo, liderada pelo pastor e parlamentar Josephat Gwajima, após ele criticar publicamente as violações de direitos humanos em um sermão. A decisão ocorreu em 2 de junho, um dia após Gwajima condenar sequestros e desaparecimentos forçados, gerando preocupações sobre a liberdade religiosa e a repressão política no país, especialmente com as eleições se aproximando.

A Igreja Glória de Cristo, que conta com mais de 70.000 membros e 2.000 filiais, teve seu registro cancelado pelo Registro de Sociedades, que alegou que Gwajima violou a Lei das Sociedades ao fazer declarações que minavam a confiança pública no governo. O pastor, que se tornou um crítico da presidente Samia Suluhu Hassan, lançou uma campanha de oração por justiça e paz durante seu sermão.

A repressão política na Tanzânia tem se intensificado, com a prisão do líder da oposição Tundu Lissu e a deportação de ativistas estrangeiros, como Boniface Mwangi e Agather Atuhaire, que alegaram ter sido torturados. Gwajima, que representa o distrito de Kawe pelo partido governista Chama Cha Mapinduzi (CCM), alertou seus seguidores sobre a necessidade de vigilância diante das detenções de críticos do governo.

Desde o fechamento da igreja, os membros têm se reunido em locais alternativos, enquanto a igreja tenta reverter a decisão judicial. A presidente Hassan, que assumiu o cargo após a morte de John Magufuli, já havia revogado a proibição de comícios políticos, mas sua administração tem sido marcada por um aumento na repressão, incluindo advertências a observadores internacionais e deportações de ativistas. A situação levanta sérias preocupações sobre a liberdade de expressão e os direitos humanos na Tanzânia.

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