- A festa em honra à Virgen del Carmen ocorreu em Estepona, Espanha, no dia dezesseis de julho.
- A celebração, que começou em mil novecentos e sessenta e dois, homenageia a santa padroeira dos pescadores.
- A procissão contou com a participação de mais de noventa homens que transportaram a estátua da Virgen até a praia, acompanhados por centenas de embarcações.
- Este ano, a festa incluiu uma corrida de barcos femininos e jogos temáticos, refletindo a inclusão da comunidade.
- A líder da irmandade, Isabel Moreno, destacou a importância da Virgen para a proteção de pescadores e visitantes.
ESTEPONA, Espanha — A festa em honra à Virgen del Carmen ocorreu em 16 de julho, reunindo a comunidade local em uma celebração vibrante. A tradição, que remonta a 1962, homenageia a santa padroeira dos pescadores e é um marco na vida da cidade, que se transformou em um destino turístico popular.
A procissão começou ao entardecer, com homens carregando uma estátua de sete pés da Virgen, adornada com flores, até a praia. Mais de 90 homens, muitos deles de famílias de pescadores, transportaram a imagem para barcos tradicionais, enquanto centenas de embarcações, incluindo jet skis e caiaques, se uniram ao cortejo. Isabel Moreno, secretária da Hermandad del Carmen, destacou a importância da figura da Virgen: “Ela protege nossos pescadores, nossos vizinhos, nossos visitantes, todos nós.”
Este ano, a celebração trouxe novidades, como uma corrida de barcos exclusivamente feminina, refletindo a crescente inclusão da comunidade. Além disso, a festa incluiu jogos temáticos e a tradicional competição de “cucaña”, onde jovens tentam atravessar uma viga lubrificada para pegar uma bandeira.
Alfonso Ramírez, líder da irmandade, observou que a festa, antes restrita a pescadores, agora é um evento para todos. A cidade, que viu sua população quase dobrar durante o verão, enfrenta desafios com a pesca artesanal em declínio, mas a festa mantém viva a conexão com suas raízes.
Após a procissão, a Virgen retornou à capela, onde permanecerá até o próximo ano. Ana Ruiz, de 86 anos, que viu a festa evoluir, expressou o desejo de que os novos moradores também se conectem com essa tradição. “Queremos que eles amem nossa Virgen também,” afirmou.
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