- Um ataque de milícias armadas Fulani em Jebu, no estado de Plateau, na Nigéria, resultou na morte de ao menos 32 pessoas, incluindo crianças, na madrugada de 14 de outubro.
- Os agressores cercaram a vila e dispararam contra os moradores enquanto dormiam, causando a destruição de casas e da igreja local.
- Sobreviventes relataram que as forças de segurança, que estavam próximas, não intervieram durante o massacre.
- O governador de Plateau, Caleb Manasseh Mutfwang, condenou a violência e prometeu apoio aos sobreviventes, que enfrentam a falta de alimentos e abrigo.
- Desde janeiro, mais de 150 pessoas foram mortas em ataques semelhantes na região, aumentando a preocupação com a insegurança alimentar e traumas psicológicos entre os afetados.
Os moradores de Jebu, uma vila cristã no estado nigeriano de Plateau, enfrentam um luto profundo após um ataque brutal de milícias armadas Fulani, que deixou ao menos 32 mortos, incluindo crianças. O massacre ocorreu na madrugada de 14 de outubro, quando os agressores cercaram a comunidade, disparando contra os moradores que ainda dormiam.
Durante o ataque, que durou mais de duas horas, casas foram incendiadas, e a igreja local foi completamente destruída. Sobreviventes relataram que as forças de segurança, posicionadas nas proximidades, não intervieram. Um morador anônimo afirmou que os soldados impediram a reação dos jovens, enquanto a violência se desenrolava. “Eles estavam a poucos metros e não fizeram nada”, disse.
O governador de Plateau, Caleb Manasseh Mutfwang, visitou Jebu após o ataque e condenou a violência, descrevendo-a como um ato de “violência organizada contra pessoas inocentes”. Ele prometeu que o governo documentaria os danos e ofereceria apoio psicossocial aos sobreviventes. O reverendo Musa D. Alamba, que perdeu sua congregação e sua casa, apelou por ajuda urgente, destacando a necessidade de alimentos e abrigo.
A situação em Jebu é parte de um padrão crescente de violência em Plateau, onde mais de 150 pessoas foram mortas em ataques semelhantes desde janeiro. Organizações humanitárias relatam um aumento alarmante de casos de fome e traumas psicológicos entre os sobreviventes. A insegurança alimentar se torna uma preocupação crescente, com terras agrícolas devastadas e famílias forçadas a buscar abrigo em locais improvisados.
Enquanto isso, a resposta das autoridades continua a ser questionada. O Quartel-General da Defesa da Nigéria não se manifestou sobre as alegações de omissão durante o ataque. A falta de ação efetiva das forças de segurança gera indignação entre os moradores, que temem novos ataques. A comunidade de Jebu, agora marcada pela tragédia, aguarda por justiça e reconstrução em meio à incerteza sobre o futuro.
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