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Número de brasileiros contra a legalização do aborto cresce, aponta pesquisa

Cresce a resistência a pautas sociais no Brasil, com 75% da população contra a legalização do aborto e queda no apoio ao casamento homoafetivo.

O número de brasileiros contrários ao aborto aumentou 2 pontos percentuais em relação a 2023. (Foto: Unsplash/Juan Encalada)
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  • A pesquisa Ipsos-Ipec, realizada entre 3 e 8 de julho de 2025, mostra que 49% dos brasileiros se identificam como conservadores.
  • Setenta e cinco por cento da população é contra a legalização do aborto, um aumento de dois pontos percentuais em relação a 2023.
  • O apoio ao casamento entre pessoas do mesmo sexo caiu de 44% para 36% entre 2021 e 2025.
  • O conservadorismo é mais forte entre homens e residentes de capitais, com índices de 0,688 e 0,637, respectivamente.
  • A pesquisa teve uma amostra de duas mil pessoas, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

A pesquisa Ipsos-Ipec, realizada entre 3 e 8 de julho de 2025, revela um aumento no conservadorismo entre os brasileiros. Quase 49% da população se identifica como conservadora, refletindo uma resistência crescente a pautas sociais como a legalização do aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Os dados mostram que 75% dos brasileiros são contra a legalização do aborto, um aumento de 2 pontos percentuais em relação a 2023. Apenas 16% apoiam a medida, enquanto 6% se declaram neutros. A pesquisa também indica uma queda no apoio ao casamento homoafetivo, que passou de 44% para 36% entre 2021 e 2025.

Aprofundamento dos Dados

O conservadorismo se destaca especialmente entre homens, cuja taxa subiu de 0,681 para 0,688. Residentes de capitais também apresentaram um aumento, com o índice passando de 0,627 para 0,637. Entre aqueles com renda superior a cinco salários mínimos, o conservadorismo se manteve estável em 0,655, enquanto indivíduos com ensino superior completo registraram um leve avanço, de 0,626 para 0,629.

A pesquisa utilizou uma sequência de cinco frases apresentadas aleatoriamente aos entrevistados, permitindo que expressassem sua concordância ou discordância sobre temas relevantes. Com uma amostra de 2.000 pessoas, a margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.

Esses resultados evidenciam um cenário de polarização crescente no Brasil, onde as discussões sobre direitos sociais enfrentam uma resistência significativa, refletindo uma mudança nas atitudes da população em relação a temas de comportamento e direitos civis.

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