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Pastor é detido por apoiar famílias cristãs em Cuba

Pastor é detido em Cuba após visitar família de prisioneiros políticos, evidenciando repressão a líderes religiosos no país.

Foto: Reprodução
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  • Em 9 de julho de 2023, o pastor Maikel Pupo Velázquez foi detido por 14 horas em Cuba após visitar a mãe de dois jovens prisioneiros.
  • Os irmãos Jorge e Nadir Martín Perdomo foram condenados em 2021 por “desordem pública” e “desacato” durante protestos pacíficos.
  • A visita do pastor tinha como objetivo levar remédios e oferecer apoio espiritual à família.
  • A detenção de Velázquez reflete a repressão a líderes religiosos que apoiam prisioneiros políticos.
  • Marta Perdomo, mãe dos prisioneiros, também enfrenta perseguição, com restrições para frequentar cultos e pressão sobre pastores para impedir sua entrada nas igrejas.

Em 9 de julho de 2023, o pastor Maikel Pupo Velázquez, da Aliança Cristã de Cuba, foi detido por 14 horas após visitar a mãe de dois jovens prisioneiros, Jorge e Nadir Martín Perdomo. Os irmãos foram condenados em 2021 por “desordem pública” e “desacato” durante protestos pacíficos em Cuba.

A visita do pastor tinha como objetivo levar remédios para a neta de Marta Perdomo e oferecer apoio espiritual à família. A detenção de Velázquez reflete a crescente repressão a líderes religiosos que se solidarizam com prisioneiros políticos. Jorge e Nadir enfrentam severas condições nas prisões, com Jorge relatando maus-tratos e isolamento após recusar trabalho forçado.

Repressão Religiosa

Marta Perdomo também está sendo alvo de perseguição. As autoridades a proibiram de frequentar cultos, e pastores têm sido pressionados a impedir sua entrada nas igrejas para evitar retaliações. Ela foi detida ao tentar acessar um templo local. No contexto do aniversário dos protestos de 11 de julho de 2021, igrejas relataram aumento na vigilância e advertências para não permitirem a presença de familiares de prisioneiros políticos.

A repressão se estende a pastores que pregam sobre justiça e direitos humanos. Laura Díaz, parceira local da Portas Abertas em Cuba, afirmou que a situação evidencia a violação das liberdades de expressão e religião no país. O regime cubano está criminalizando a fé e silenciando o apoio espiritual às vítimas da repressão.

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