- A Itália e o Vaticano assinaram um acordo para transformar a área de Santa Maria Galeria, ao norte de Roma, em uma usina solar.
- O projeto visa tornar o Vaticano o primeiro estado carbonicamente neutro do mundo, com custo estimado em menos de 100 milhões de euros.
- O acordo foi firmado pelo ministro das Relações Exteriores do Vaticano, arcebispo Paul Gallagher, e pelo embaixador da Itália junto ao Vaticano, Francesco Di Nitto.
- A área, que gerou controvérsias devido a problemas de saúde atribuídos às ondas eletromagnéticas das torres da Rádio Vaticano, será reimaginada.
- O projeto aguarda aprovação do parlamento italiano, pois a área possui status extraterritorial.
A Itália e o Vaticano firmaram um acordo para transformar a área de Santa Maria Galeria, ao norte de Roma, em uma usina solar. O projeto visa tornar o Vaticano o primeiro estado carbonicamente neutro do mundo, com um custo estimado em menos de 100 milhões de euros. O acordo foi assinado pelo ministro das Relações Exteriores do Vaticano, arcebispo Paul Gallagher, e pelo embaixador da Itália junto ao Vaticano, Francesco Di Nitto.
A área, que já foi alvo de controvérsias devido às ondas eletromagnéticas emitidas pelas torres da Rádio Vaticano, agora será reimaginada. Desde a década de 1950, os moradores relataram problemas de saúde, incluindo casos de leucemia infantil, que atribuíram à radiação das antenas. Embora o Vaticano tenha negado qualquer relação causal, reduziu as horas de transmissão.
O Papa Francisco, em sua busca por soluções sustentáveis, havia solicitado o estudo para a conversão do local em uma usina solar. O projeto não apenas atenderá às necessidades energéticas do Vaticano, mas também preservará o uso agrícola da terra e minimizará o impacto ambiental, conforme declarado pelo Vaticano.
A proposta agora aguarda a aprovação do parlamento italiano, uma vez que a área possui status extraterritorial. Com a aprovação, os contratos para o desenvolvimento da usina solar poderão ser licitados. O Papa Francisco e seu sucessor, Papa Leão XIV, têm enfatizado a importância de transitar para fontes de energia limpas, alinhando-se à agenda ecológica da Igreja.
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