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Açaí é vendido na cúpula de Dubai após proibição na COP em Belém

Governo brasileiro valoriza a culinária paraense ao liberar a venda de açaí, tucupi e maniçoba na COP 30 em Belém

Sorveteria de açaí ficou na Green Zone da COP 28, em Dubai. (Foto: Arquivo pessoal / Márcio Saboya)
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  • O governo brasileiro liberou a venda de açaí, tucupi e maniçoba durante a COP 30 em Belém, que ocorrerá em novembro.
  • A decisão foi tomada após articulação do ministro do Turismo, Celso Sabino, com chefs locais.
  • A proibição anterior, imposta pela Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), alegava riscos de contaminação.
  • O novo edital da OEI permite que até 30% dos ingredientes sejam locais ou sazonais, priorizando alimentos orgânicos.
  • O Pará é responsável por cerca de 90% da produção mundial de açaí, com uma média anual superior a 1,7 milhão de toneladas.

O governo brasileiro anunciou a liberação da venda de açaí, tucupi e maniçoba durante a COP 30, que ocorrerá em Belém em novembro. A decisão foi tomada após articulação do ministro do Turismo, Celso Sabino, com chefs locais, revertendo a proibição anterior que alegava riscos de contaminação.

A proibição, imposta pela Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), justificava a restrição com base na possibilidade de contaminação pela doença de Chagas e a presença de toxinas naturais nos pratos típicos, caso não fossem adequadamente preparados. A nova errata do edital reconhece a importância da culinária paraense, destacando Belém como uma cidade criativa da gastronomia pela Unesco.

O edital publicado pela OEI para selecionar operadores de quiosques e restaurantes na COP 30 especifica que os estabelecimentos devem incluir até 30% de ingredientes locais ou sazonais, priorizando alimentos orgânicos e sustentáveis. Apesar das proibições anteriores, a nova decisão visa valorizar a cultura local e promover a gastronomia paraense em um evento de grande relevância internacional.

O açaí é um dos produtos mais emblemáticos da região, com o Pará respondendo por cerca de 90% da produção mundial. A média anual de produção no estado ultrapassa 1,7 milhão de toneladas. O engenheiro de alimentos Diego Aires, da Universidade do Estado do Pará, explicou que a pasteurização do açaí, um processo comum na indústria, não apresenta riscos à saúde.

A mudança na política de alimentos para a COP 30 reflete um esforço do governo em valorizar a rica culinária local, que foi reconhecida recentemente pela Lonely Planet como uma das melhores do mundo.

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