- A Igreja Anglicana da Nigéria rompeu relações com a Igreja no País de Gales após a eleição de Cherry Vann como arcebispa.
- O primaz nigeriano, Henry Ndukuba, descreveu a decisão como uma “abominação” e um desvio dos ensinamentos bíblicos.
- Cherry Vann é a primeira mulher e líder lésbica a ocupar o cargo, vivendo com sua parceira civil há mais de 30 anos.
- Ndukuba comparou a situação à consagração de Gene Robinson em 2003, que resultou em um rompimento anterior com a Igreja Episcopal dos EUA.
- A Igreja da Nigéria anunciou contribuições financeiras para fortalecer a missão ortodoxa na Europa, totalizando US$ 4,8 milhões.
A Igreja Anglicana da Nigéria anunciou o rompimento de relações com a Igreja no País de Gales após a eleição da reverendíssima Cherry Vann como arcebispa. O primaz nigeriano, Henry Ndukuba, fez o anúncio durante a abertura da 14ª Conferência de Chanceleres em Abuja, afirmando que a decisão é uma “abominação” e um desvio dos ensinamentos bíblicos.
Vann, que se tornou a primeira mulher e a primeira líder lésbica a ocupar o cargo, foi eleita após dois dias de deliberações. Ela vive com sua parceira civil há mais de 30 anos. A eleição ocorre em um contexto onde o casamento entre pessoas do mesmo sexo é legal no País de Gales, mas a Igreja da Inglaterra mantém a visão tradicional sobre o matrimônio.
Ndukuba comparou a situação atual à consagração de Gene Robinson em 2003, que também levou ao rompimento com a Igreja Episcopal dos EUA. Ele criticou os “ensinamentos revisionistas” da Igreja Ocidental, afirmando que os defensores dessas ideias intensificaram suas agendas, desconsiderando a tradição.
O primaz reafirmou apoio aos anglicanos galeses que permanecem fiéis à ortodoxia bíblica e anunciou que a Igreja da Nigéria contribuiu com US$ 2,5 milhões para o Fundo de Doações da GAFCON. Além disso, está planejando uma oferta adicional de US$ 2,3 milhões para fortalecer a missão ortodoxa e expandir suas atividades missionárias na Europa, com registros em andamento na Alemanha, Holanda e Finlândia.
Ndukuba também destacou a importância do papel dos responsáveis legais da Igreja, que devem atuar como sentinelas, defendendo a denominação de ameaças e participando da elaboração de uma nova Constituição nigeriana. A conferência, que reúne profissionais da Igreja da Nigéria, tem como tema “Chamado como um Sentinela”.
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