- O pastor Silas Malafaia foi incluído em um inquérito da Polícia Federal que investiga obstrução de Justiça relacionada aos eventos de 8 de janeiro de 2023.
- Líderes evangélicos, através do Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (CIMEB), emitiram uma nota de repúdio, considerando a inclusão uma perseguição política e religiosa.
- A nota destaca a importância da liberdade de expressão e religiosa, garantidas pela Constituição.
- Malafaia afirmou que soube da investigação pela imprensa e a classificou como uma tentativa de intimidação, alegando falta de provas.
- A bancada evangélica no Congresso e outros líderes também se manifestaram, defendendo o devido processo legal e a liberdade de fé.
O pastor Silas Malafaia foi incluído em um inquérito da Polícia Federal que investiga obstrução de Justiça relacionada aos eventos de 8 de janeiro de 2023. A inclusão gerou forte reação entre líderes evangélicos, que consideram a ação uma perseguição política e religiosa.
O Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (CIMEB), composto por 25 pastores de diversas denominações, emitiu uma nota de repúdio à investigação. No documento, os líderes afirmam que a medida é imprópria e injusta, ressaltando a importância de Malafaia como uma das principais vozes do evangelicalismo brasileiro. Eles destacam que a liberdade de expressão e religiosa são garantias constitucionais que não podem ser negociadas.
Malafaia expressou sua indignação ao afirmar que soube da inclusão no inquérito pela imprensa antes de qualquer notificação oficial. Ele classificou a investigação como uma tentativa de intimidação e reafirmou sua confiança na justiça divina e na Constituição. O pastor também denunciou a falta de provas que sustentem sua inclusão no inquérito.
Reações do Meio Evangélico
A bancada evangélica no Congresso manifestou preocupação com o caso, reafirmando o compromisso com o devido processo legal. As Frentes Parlamentares Evangélica no Congresso e no Senado acompanharão a situação com atenção, destacando a importância da ampla defesa e do contraditório.
Além disso, o movimento Parlatório Brasil, coordenado por Teo Hayashi, se posicionou contra a inclusão de Malafaia, afirmando que a criminalização da palavra atenta contra a democracia e a liberdade religiosa. Outros líderes evangélicos, como o pastor Filipe Duque Estrada, também expressaram preocupação com o cerceamento das liberdades individuais.
Os signatários da nota do CIMEB afirmam estar orando por um país livre e justo e reforçam que permanecerão em defesa da liberdade de fé e de opinião. A nota foi amplamente compartilhada nas redes sociais de Malafaia e repercutiu entre seus apoiadores, que se manifestam contra as decisões do ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo andamento do inquérito.
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