- Mehdi Dibaj, pastor iraniano de origem muçulmana, foi preso em 1985 por renunciar ao islamismo e condenado à morte em dezembro de 1993.
- Sua libertação ocorreu em janeiro de 1994, após forte pressão internacional.
- O pastor armênio-iraniano Haik Hovsepian, que denunciou a condenação de Dibaj, foi assassinado três dias após sua libertação.
- A morte de Hovsepian e, posteriormente, de Dibaj, é considerada um marco para o crescimento do cristianismo no Irã.
- Desde a Revolução Islâmica, o número de cristãos de origem muçulmana no Irã aumentou de cerca de quinhentos para estimativas entre quinhentos mil e um milhão.
Mehdi Dibaj, um pastor iraniano de origem muçulmana, foi preso em 1985 por renunciar ao islamismo. Após quase nove anos de detenção, foi condenado à morte em dezembro de 1993, gerando forte pressão internacional que culminou em sua libertação em janeiro de 1994. O caso de Dibaj ganhou destaque após o pastor armênio-iraniano Haik Hovsepian, que denunciou sua condenação à mídia britânica, ser assassinado poucos dias depois da libertação de Dibaj.
Hovsepian, conhecido por sua defesa dos cristãos de origem muçulmana, havia se recusado a excluir esses fiéis de sua congregação. Três dias após a libertação de Dibaj, Hovsepian desapareceu e foi encontrado morto com ferimentos a faca. O fundador da Portas Abertas, Irmão André, recorda que Hovsepian previu sua morte, afirmando que seria assassinado por sua coragem em falar.
A morte de Hovsepian e, posteriormente, de Dibaj, que também foi assassinado a facadas, é vista como um marco no crescimento do cristianismo no Irã. Líderes de igrejas domésticas afirmam que esses assassinatos em 1994 iniciaram um avivamento espiritual significativo entre os cristãos no país.
Crescimento do Cristianismo no Irã
Desde a Revolução Islâmica, o número de cristãos de origem muçulmana no Irã aumentou de cerca de 500 para estimativas que variam de 500 mil a um milhão. O regime islâmico, sob a liderança do Aiatolá Ali Khamenei, considera esse avivamento uma ameaça. Em um discurso de 2010, Khamenei mencionou as igrejas domésticas como um dos principais desafios ao regime.
As forças de segurança, especialmente os Guardas Revolucionários, intensificaram a repressão às igrejas domésticas, considerando os cristãos de origem muçulmana como inimigos do Estado. O crescimento do cristianismo no Irã, apesar da repressão, destaca a resiliência e a determinação dos fiéis em um ambiente hostil.
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