- Israel aprovou a construção de três mil quinhentos apartamentos na área de E1, na Cisjordânia, em 20 de agosto.
- O projeto pode dividir o território palestino e comprometer a viabilidade de um futuro Estado da Palestina.
- A construção estava suspensa há mais de duas décadas devido à pressão dos Estados Unidos e avança sob um governo israelense considerado o mais à direita da história do país.
- A ONG Paz Agora classificou o projeto como um “plano fatal” para a solução de dois Estados e alertou sobre o aumento das tensões na região.
- Reações internacionais incluem críticas do secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, David Lammy, e do rei da Jordânia, Abdullah II, que reafirmaram a necessidade de uma solução de dois Estados.
Israel aprovou um projeto para a construção de 3.500 apartamentos na área de E1, na Cisjordânia, uma decisão que pode dividir o território palestino e comprometer a viabilidade de um futuro Estado da Palestina. A aprovação ocorreu na quarta-feira, 20 de agosto, após o comitê de planejamento e construção rejeitar as últimas objeções ao projeto.
O local de E1 é estratégico, pois representa uma das últimas conexões geográficas entre Ramallah e Belém. A construção nesta área, que estava congelada por mais de duas décadas devido à pressão dos EUA, agora avança sob um governo israelense considerado o mais à direita da história do país. O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, afirmou que a iniciativa busca “destruir” a possibilidade de um Estado palestino, desafiando os recentes anúncios de reconhecimento da Palestina por diversos países.
A ONG Paz Agora classificou o projeto como um “plano fatal” para o futuro de Israel e para a possibilidade de uma solução de dois Estados, alertando que a expansão dos assentamentos intensifica as tensões na região. Atualmente, mais de 700 mil israelenses vivem em assentamentos na Cisjordânia, que são considerados ilegais pela comunidade internacional.
As reações internacionais foram imediatas. O secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, David Lammy, criticou a construção, afirmando que ela divide um futuro Estado palestino e viola o direito internacional. O rei da Jordânia, Abdullah II, reiterou que a solução de dois Estados é a única forma de alcançar uma paz justa.
A situação em E1 reflete um aumento nas tensões entre israelenses e palestinos, com um aumento de ataques por parte de colonos e severas restrições ao deslocamento de palestinos. A construção de novos assentamentos é vista como um obstáculo significativo para a paz e a estabilidade na região, levantando preocupações sobre o impacto na vida dos três milhões de palestinos que habitam a área.
Entre na conversa da comunidade