- Em 2024, o mercado imobiliário de Tóquio enfrenta propostas que podem restringir a compra de imóveis por estrangeiros.
- O Democratic Party for the People (DPFP) sugere essas restrições, citando a especulação como causa do aumento nos preços.
- O preço médio de novos apartamentos nas 23 municipalidades de Tóquio chegou a 111,81 milhões de ienes (cerca de 760 mil dólares), com um aumento de 9% em relação ao ano anterior.
- A proposta de um “imposto sobre vacância” visa desencorajar a compra de imóveis para fins especulativos.
- O partido Sanseitō também planeja restrições à aquisição de terras por estrangeiros, mas ainda não definiu um cronograma.
Em 2024, o mercado imobiliário de Tóquio enfrenta novas propostas que podem impactar a compra de imóveis por estrangeiros. O Democratic Party for the People (DPFP) sugere restrições, citando a especulação como um dos fatores que elevaram os preços. A discussão sobre um “imposto sobre vacância” também ganha força.
Os preços dos imóveis em áreas centrais, como Shibuya, dispararam nos últimos anos. O preço médio de novos apartamentos nas 23 municipalidades de Tóquio alcançou 111,81 milhões de ienes (cerca de 760 mil dólares) em 2024, com um aumento de 9% em relação ao ano anterior. A média de preços de condomínios subiu 64% de 2021 a 2025, superando o aumento de 26% na região metropolitana.
A crescente demanda por imóveis em Tóquio é impulsionada por investidores estrangeiros atraídos por preços relativamente baixos e um iene fraco. No entanto, a renda média no Japão, em torno de 49.446 dólares, é considerada baixa em comparação com outros países desenvolvidos, levantando preocupações sobre a acessibilidade habitacional.
Propostas Legislativas
O DPFP, que obteve ganhos nas eleições de julho, planeja apresentar um projeto de lei para limitar a compra de imóveis por estrangeiros na sessão extraordinária do Diet. O líder do DPFP, Yuichiro Tamaki, argumenta que a alta nos preços é influenciada por investidores estrangeiros que compram propriedades para fins especulativos. A proposta de um imposto sobre imóveis vazios visa desencorajar essas aquisições.
Além disso, o partido Sanseitō, com uma plataforma anti-imigração, também está elaborando uma proposta para restringir a aquisição de terras por estrangeiros, embora ainda não tenha definido um cronograma. A falta de uma maioria no governo torna as posições da oposição cruciais para o futuro legislativo.
Desafios do Mercado
Embora a população de Tóquio continue a crescer, o Japão enfrenta uma diminuição populacional geral desde 2008, resultando em uma disparidade de demanda entre áreas urbanas e rurais. O país possui cerca de 9 milhões de casas abandonadas, conhecidas como akiya, que não atraem muitos compradores devido a sua localização e condição.
Especialistas alertam que qualquer restrição à propriedade estrangeira deve focar nas áreas metropolitanas, onde a competição é mais intensa. O cofundador da plataforma Akiya & Inaka, Parker Allen, destaca que o aumento da compra de akiya por estrangeiros pode ser uma solução para revitalizar regiões rurais, mas a questão da acessibilidade em áreas urbanas permanece crítica.
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