- O conflito entre Israel e Hamas se intensificou após o ataque do grupo em outubro de 2023, resultando em mais de 62 mil mortes na Faixa de Gaza.
- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou a expansão das operações militares em Gaza City, convocando 60 mil reservistas e preparando evacuações.
- Na quinta-feira, 36 palestinos foram mortos em ataques aéreos, enquanto o exército israelense atua em áreas como Zeitoun e Jabaliya.
- Protestos contra a guerra ocorreram em Gaza e Israel, com manifestantes pedindo o fim do conflito e a libertação de reféns.
- A situação humanitária em Gaza é crítica, com a ONU alertando sobre a escassez de alimentos e medicamentos, e 271 pessoas já morreram de fome desde o início do conflito.
Conflito entre Israel e Hamas se intensifica com nova ofensiva em Gaza
O conflito entre Israel e Hamas se agravou após o ataque do grupo em outubro de 2023, resultando em mais de 62 mil mortes na Faixa de Gaza. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou a expansão das operações militares em Gaza City, convocando 60 mil reservistas e preparando evacuações em massa.
Na quinta-feira, 36 palestinos foram mortos em ataques aéreos em Gaza, enquanto Israel intensificava sua ofensiva. O exército israelense já está ativo em áreas como Zeitoun e Jabaliya, preparando o terreno para uma operação que pode começar em poucos dias. As autoridades médicas e organizações internacionais foram alertadas sobre a necessidade de evacuação, mas muitos palestinos optam por permanecer em suas casas, temendo a violência em qualquer lugar.
Protestos e Reações Internas
Protestos contra a guerra ocorreram tanto em Gaza quanto em Israel. Em Gaza City, centenas de pessoas se reuniram, clamando por um fim ao conflito e denunciando a migração forçada. Bisan Ghazal, uma mulher deslocada, expressou sua frustração: “Nós não queremos migrar. É suficiente. Chega de morte e destruição.”
Em Tel Aviv, familiares de reféns mantidos pelo Hamas se manifestaram, pedindo ao governo que reconsiderasse a ofensiva militar. Dalia Cusnir, cuja família ainda aguarda a libertação de um parente, afirmou que “não é mais aceitável sacrificar os reféns e soldados”.
Situação Humanitária Crítica
A situação humanitária em Gaza é alarmante, com a ONU e organizações não governamentais alertando sobre a escassez de alimentos e medicamentos. O Ministério da Saúde de Gaza informou que 271 pessoas morreram de fome desde o início do conflito, incluindo 112 crianças. A pressão sobre os serviços de saúde é intensa, com apenas 18 dos 36 hospitais operando parcialmente.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, reiterou a urgência de um cessar-fogo, afirmando que a continuação das hostilidades resultará em mais mortes e destruição. A comunidade internacional observa com preocupação a escalada do conflito, enquanto Israel mantém sua posição de que a operação é necessária para desmantelar a infraestrutura do Hamas.
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