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Sacerdote equatoriano é investigado por estar com três adolescentes na casa pastoral

Investigação revela sacerdote em situação comprometedora com adolescentes; comunidade questiona medidas de proteção da Igreja Católica

O sacerdote D. Sosa, da Paróquia Jesus da Divina Misericórdia de Olón, no dia 28 de junho. (Foto: Reprodução)
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  • A Fiscalía do Equador abriu uma investigação por abuso sexual contra um sacerdote na comuna de Olón.
  • O caso surgiu após um incidente em que o religioso foi encontrado com três adolescentes em sua casa pastoral, um deles em roupas íntimas.
  • O sacerdote, identificado como D. Sosa, foi confrontado por moradores e reagiu de forma despreocupada.
  • A Arquidiócesis de Santa Elena afastou D. Sosa temporariamente e ativou protocolos de proteção a possíveis vítimas.
  • A diretora da Coalición de Lucha Contra la Violencia en Espacios de Fe, Sybel Martínez, criticou a resposta da Igreja, mencionando que a transferência de sacerdotes acusados é comum e não garante justiça.

A Fiscalía do Equador iniciou uma investigação por abuso sexual contra um sacerdote da comuna de Olón, após um incidente que gerou indignação na comunidade local. O caso veio à tona na noite de 15 de agosto, quando um casal encontrou o religioso em sua casa pastoral acompanhado de três adolescentes, um deles em roupas íntimas.

A situação chamou a atenção dos moradores, que se preocuparam com a presença dos menores na casa do sacerdote. Ao confrontá-lo, o religioso, identificado como D. Sosa, respondeu de forma despreocupada, questionando o que havia de errado. Um vídeo do encontro, amplamente compartilhado, mostra a atitude do sacerdote, que se manteve calmo diante das acusações.

Após o incidente, a Arquidiócesis de Santa Elena anunciou que D. Sosa foi temporariamente afastado de suas funções enquanto as investigações prosseguem. A arquidiocese afirmou que os protocolos de proteção a possíveis vítimas foram ativados. No entanto, a diretora da Coalición de Lucha Contra la Violencia en Espacios de Fe (Covsfe), Sybel Martínez, criticou a resposta da Igreja, afirmando que medidas como a transferência de sacerdotes acusados são comuns e não garantem justiça.

Martínez destacou que a Igreja frequentemente utiliza áreas isoladas, como as Ilhas Galápagos, para abrigar sacerdotes denunciados por abuso. O caso de D. Sosa não é isolado; ele já havia sido alvo de reclamações em sua paróquia anterior, onde moradores relataram comportamentos inadequados com crianças e adolescentes.

A reação da comunidade de Olón foi mista. Enquanto alguns defendem o sacerdote, outros expressam preocupação com a segurança dos menores. A falta de formação em prevenção de abusos e a cultura de silêncio em torno desses casos complicam ainda mais a situação. A Covsfe registrou 13 casos de abuso sexual por clérigos, enfrentando desafios como a lentidão dos processos judiciais e a opacidade das instituições religiosas.

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