- Um padre de 41 anos foi preso temporariamente em Cascavel, Paraná, no dia 24 de setembro, por suspeitas de abusos sexuais contra jovens e adolescentes vulneráveis.
- A investigação começou em junho, após relatos de comportamento predatório desde 2010.
- A prisão ocorreu após o padre tentar contatar vítimas e testemunhas, levando a polícia a agir.
- Durante a investigação, foram identificadas irregularidades financeiras na paróquia e práticas ilegais de “terapias complementares”.
- A Arquidiocese de Cascavel não se manifestou sobre o caso, que continua em sigilo para identificar novas vítimas e testemunhas.
Um padre de 41 anos foi preso temporariamente na manhã de domingo (24) em Cascavel, Paraná, sob investigação por suspeitas de abusos sexuais contra jovens e adolescentes vulneráveis. O religioso está sendo investigado desde junho, após relatos de comportamento predatório que remontam a 2010.
A prisão ocorreu após o padre tentar contatar vítimas e testemunhas de forma insistente, o que levou a polícia a considerar a medida necessária. Policiais do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (NUCRIA) também cumpriram um mandado de busca na residência do padre. Durante a investigação, 11 pessoas foram ouvidas, incluindo três vítimas, sendo uma delas menor de idade na época dos crimes.
Irregularidades e Práticas Ilegais
A investigação revelou um padrão de comportamento predatório do padre, que atraía adolescentes em situação de vulnerabilidade social com promessas de dinheiro, presentes e convites para pernoitar em sua casa. Além disso, foram identificadas irregularidades financeiras na paróquia onde ele atuava, bem como a prática ilegal de “terapias complementares” em um consultório próprio.
A Polícia Civil não divulgou detalhes sobre as irregularidades financeiras ou os tipos de procedimentos realizados nas terapias. Após as primeiras evidências de abuso, o padre foi afastado de suas funções eclesiásticas em 14 de agosto. A investigação continua em sigilo, com o objetivo de identificar novas vítimas e testemunhas.
A Arquidiocese de Cascavel foi contatada, mas não se manifestou até o momento. Denúncias sobre casos semelhantes podem ser feitas ao NUCRIA ou por meio de canais nacionais de denúncia de violação de direitos humanos.
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