- O deputado federal Otoni de Paula criticou o pastor Silas Malafaia durante entrevista ao portal UOL.
- Otoni afirmou que os evangélicos estão cansados da politicagem e que as igrejas não pertencem a políticos.
- Ele negou que haja perseguição religiosa contra Malafaia, que está sendo investigado por instigar o descumprimento de medidas do Supremo Tribunal Federal (STF).
- Silas Malafaia foi alvo de uma operação da Polícia Federal no Aeroporto Internacional do Galeão, onde foram apreendidos aparelhos eletrônicos e ele prestou depoimento.
- Otoni destacou que a maioria dos evangélicos busca uma polarização de ideias, não de ídolos, e criticou as manifestações de apoio a Malafaia.
O deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ) criticou o pastor Silas Malafaia, aliado de Jair Bolsonaro, durante entrevista ao portal UOL. Otoni afirmou que os evangélicos estão cansados da politicagem e que as igrejas não pertencem a políticos, seja Bolsonaro ou Lula. A declaração surge em meio a investigações da Polícia Federal contra Malafaia, que é acusado de instigar o descumprimento de medidas do Supremo Tribunal Federal (STF).
Otoni de Paula, que também é pastor, destacou que a igreja não deve ser arrastada para disputas políticas. Ele negou que haja perseguição religiosa contra Malafaia, afirmando que o pastor está sendo investigado por suas ações e ataques à Suprema Corte, não por sua fé. “Se ele estivesse em um inquérito policial por ter orado, seria perseguição religiosa, mas não é o caso”, disse Otoni.
Na última quarta-feira (20), Silas Malafaia foi alvo de uma operação da Polícia Federal ao desembarcar no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. Apreensões de aparelhos eletrônicos e um depoimento foram realizados por ordem do ministro Alexandre de Moraes, que também determinou o cancelamento dos passaportes do pastor e proibiu seu contato com outros investigados.
Otoni de Paula enfatizou que a maioria dos evangélicos deseja uma polarização de ideias, não de ídolos. Ele criticou a defesa pública de Malafaia, sugerindo que as manifestações de apoio ao pastor não foram espontâneas, mas motivadas pelo temor de sua influência. O deputado se posiciona como uma voz que representa os fiéis que se sentem humilhados pela política.
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