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Instituto critica ações da PF contra o pastor Malafaia em nota oficial

A Polícia Federal investiga o pastor Silas Malafaia por suposta coação em inquérito sobre Jair Bolsonaro, enquanto o IBDR defende sua liberdade de expressão

Silas Malafaia virou alvo da PF por suspeita de coação na ação penal que investiga suposta trama gospista. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
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  • O pastor Silas Malafaia está sob investigação da Polícia Federal por suposta coação em um inquérito relacionado a Jair Bolsonaro e ex-integrantes de seu governo.
  • A PF cumpriu um mandado de busca e apreensão no Aeroporto Internacional do Galeão, confiscando aparelhos eletrônicos e um caderno de pregações de Malafaia.
  • O Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) emitiu uma nota de repúdio às ações da PF, incluindo o cancelamento do passaporte do pastor, alegando violação da liberdade de expressão.
  • O presidente do IBDR, Thiago Rafael Vieira, destacou que a investigação não deve causar constrangimentos a líderes religiosos.
  • Malafaia criticou as ações da PF em suas redes sociais, afirmando que a apreensão de materiais teológicos representa uma forma de perseguição religiosa.

O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, está sob investigação da Polícia Federal por suposta coação em um inquérito relacionado a Jair Bolsonaro e ex-integrantes de seu governo. A PF realizou um mandado de busca e apreensão no Aeroporto Internacional do Galeão, onde Malafaia teve seus aparelhos eletrônicos e um caderno de pregações confiscados.

Em resposta a essas ações, o Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) emitiu uma nota de repúdio, criticando as medidas da PF, que incluem o cancelamento do passaporte do pastor. O IBDR argumenta que tais ações ferem a liberdade de expressão e têm um caráter intimidatório. A nota destaca que a investigação não deve resultar em constrangimentos a líderes religiosos, que representam comunidades inteiras de fé.

O presidente do IBDR, Thiago Rafael Vieira, e outros membros da diretoria assinaram o documento, que enfatiza a importância de proteger a liberdade de expressão, especialmente quando exercida por líderes religiosos. O instituto ressalta que a participação cidadã de figuras religiosas não deve ser vista como suspeita, pois isso compromete a pluralidade e a liberdade fundamentais do Estado brasileiro.

Malafaia, por sua vez, tem utilizado suas redes sociais para criticar as ações da PF, afirmando que a apreensão de materiais teológicos é uma forma de perseguição religiosa. Ele defende que não há indícios de fuga que justifiquem as medidas adotadas contra ele. A investigação, segundo a PF, se baseia em diálogos que indicam a participação do pastor em ações de coação relacionadas ao inquérito sobre a tentativa de golpe.

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