- O Corpo da Guarda Revolucionária do Irã enfrenta pressão após a Austrália acusar o país de organizar ataques antissemitas em seu território.
- A acusação remete a incidentes anteriores relacionados à força Quds, braço expedicionário do Guard.
- O Guard, criado após a Revolução Islâmica de 1979, controla um arsenal de mísseis e operações no exterior, especialmente contra Israel.
- A guerra de doze dias entre Israel e Hamas resultou em perdas significativas para grupos aliados ao Irã, como o Hezbollah e os Houthis.
- A Austrália fechou sua embaixada em Teerã e alertou seus cidadãos sobre o risco de detenção arbitrária no Irã.
DUBAI, Emirados Árabes Unidos — O Corpo da Guarda Revolucionária do Irã, uma força paramilitar influente, está sob crescente pressão após a recente acusação da Austrália de que o país organizou ataques antissemitas em seu território. A alegação, que remete a incidentes anteriores ligados à força Quds, destaca a crescente tensão entre o Irã e nações ocidentais.
Criado após a Revolução Islâmica de 1979, o Guard tem se expandido em poder e influência, especialmente durante a guerra com o Iraque na década de 1980. Comandado diretamente pelo líder supremo, o grupo controla um arsenal de mísseis balísticos e operações no exterior. A força Quds, seu braço expedicionário, é fundamental na estratégia de confrontar Israel, refletindo a missão central do Guard.
Recentemente, a guerra de 12 dias entre Israel e Hamas colocou o Guard em uma posição vulnerável. O conflito, que começou em 7 de outubro de 2023, resultou em perdas significativas para grupos aliados ao Irã, como o Hezbollah e os Houthis. Israel intensificou seus ataques, visando não apenas Hamas, mas também as instalações do Guard, causando desordem interna e a morte de altos comandantes.
Acusações e Reações
A Austrália, ao acusar o Irã de organizar ataques antissemitas, também fechou sua embaixada em Teerã e alertou seus cidadãos sobre o risco de detenção arbitrária. O governo australiano enfatizou que estrangeiros no Irã, incluindo cidadãos australianos e iranianos com dupla nacionalidade, estão em alto risco.
Além disso, o Guard é conhecido por suas operações de inteligência, que frequentemente resultam na prisão de cidadãos com laços ocidentais, usados como moeda de troca em negociações, especialmente relacionadas ao programa nuclear do Irã. As tensões entre o Irã e Israel, exacerbadas pela guerra em Gaza, colocam o Guard em uma posição crítica, desafiando sua influência na região.
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