- O monge budista Luang Phor Alongkot foi preso na terça-feira em Lopburi, Tailândia.
- Ele enfrenta acusações de desvio de verbas, lavagem de dinheiro e negligência.
- A detenção ocorreu após rumores sobre má gestão de doações para um hospice que fundou em 1992.
- Seksan Sapsubbsakul, arrecadador de fundos associado, também foi preso.
- Ambos negam as acusações e a investigação reflete um aumento do escrutínio sobre a conduta de monges no país.
BANGKOK — O monge budista Luang Phor Alongkot, conhecido por fundar um hospice para pessoas com HIV/AIDS na Tailândia, foi preso na terça-feira sob acusações de desvio de verbas, lavagem de dinheiro e negligência. A detenção ocorreu em seu templo, localizado na província de Lopburi, e Alongkot, de 65 anos, se desrobou para enfrentar o processo legal.
A investigação começou após rumores sobre a má gestão de doações destinadas ao hospice, que foi inaugurado em 1992. Além de Alongkot, Seksan Sapsubbsakul, um arrecadador de fundos associado ao projeto, também foi detido. Ambos negam as acusações. O vice-comissário do Escritório Central de Investigação, Jaroonkiat Pankaew, afirmou que o monge cooperou com as autoridades e compreendeu a diferença entre a disciplina budista e o processo legal.
Contexto do Hospice
O hospice, considerado um projeto humanitário pioneiro, perdeu relevância com o avanço dos tratamentos para HIV. Para se adaptar, Alongkot expandiu os serviços para atender pessoas com outras doenças graves e também promoveu iniciativas de educação para crianças carentes. No entanto, a recente crise de confiança gerada pelas acusações pode impactar severamente a continuidade dessas atividades.
A prisão de Alongkot ocorre em um contexto de crescente escrutínio sobre a conduta de monges na Tailândia, onde escândalos envolvendo membros do clero têm se tornado mais frequentes. A polícia local lançou uma linha direta para denúncias sobre comportamentos inadequados entre monges, refletindo uma preocupação com a integridade das instituições religiosas no país.
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