- A Oncoclínicas vendeu 84% do Complexo Hospitalar Uberlândia por R$ 160 milhões.
- A transação foi realizada com Alexandre de Menezes Rodrigues, um dos fundadores do hospital, e inclui a assunção de dívidas.
- A venda representa uma perda em relação ao valor de aquisição de R$ 413 milhões em 2021, com o preço de venda sendo cerca de R$ 800 mil por leito.
- A Oncoclínicas espera reduzir sua dívida líquida de R$ 3,922 bilhões para R$ 3,762 bilhões, diminuindo o índice de alavancagem.
- Um acordo comercial de longo prazo foi firmado para compartilhar resultados na oncologia, mantendo a presença da Oncoclínicas no setor.
A Oncoclínicas anunciou a venda de 84% do Complexo Hospitalar Uberlândia (UMC) por R$ 160 milhões. A transação foi realizada com Alexandre de Menezes Rodrigues, um dos fundadores do hospital, e envolve a assunção de dívidas e obrigações. Essa venda, divulgada na terça-feira (26), segue a estratégia da empresa de desinvestir em operações não essenciais e focar na oncologia.
A venda do UMC, que possui 231 leitos, representa uma perda significativa em relação ao valor de aquisição de R$ 413 milhões em 2021. O preço de venda equivale a cerca de R$ 800 mil por leito, bem abaixo da média de R$ 1,5 milhão em transações hospitalares no Brasil. A Oncoclínicas espera que essa transação contribua para a redução de sua dívida líquida, que deve cair de R$ 3,922 bilhões para R$ 3,762 bilhões, diminuindo o índice de alavancagem de 4,4 vezes para pelo menos 4,2 vezes.
Acordo Comercial
Além da venda, foi firmado um acordo comercial de longo prazo entre a Oncoclínicas e o UMC para compartilhar os resultados da operação de oncologia. Essa parceria permitirá que a Oncoclínicas mantenha sua presença no setor, sem a necessidade de alocar capital significativo em operações não oncológicas.
Essa transação é a segunda anunciada pela Oncoclínicas nesta semana, após a venda do Hospital de Oncologia do Méier para a Hapvida. A empresa busca otimizar sua estrutura financeira e eliminar operações deficitárias, enquanto planeja investir R$ 380 milhões em suas operações no Rio de Janeiro. As vendas visam preservar as receitas da oncologia, que continuam sendo o foco principal da companhia.
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