- A Coalizão Financeira para a Restauração e a Bioeconomia do Brasil anunciou um investimento de US$ 2,6 bilhões para recuperar 2 milhões de hectares degradados até 2030.
- A meta é alcançar US$ 10 bilhões e restaurar 5 milhões de hectares, com o objetivo de capturar 1 gigatonelada de CO₂.
- A iniciativa foi lançada durante a Cúpula do G20 no Brasil, em 2024, e conta com 23 membros.
- A diretora-executiva do Instituto Clima e Sociedade, Maria Netto, ressaltou a importância de modelos de financiamento inovadores para atrair capital privado.
- A Radix, empresa de reflorestamento, planeja restaurar 2 mil hectares em Roraima com um investimento de R$ 70 milhões, sendo 30% desse valor financiado pelo BNDES.
A Coalizão Financeira para a Restauração e a Bioeconomia do Brasil anunciou um investimento de US$ 2,6 bilhões para recuperar 2 milhões de hectares degradados até 2030. A meta é alcançar US$ 10 bilhões e restaurar 5 milhões de hectares, contribuindo para a captura de 1 gigatonelada de CO₂. A iniciativa, que conta com 23 membros, foi lançada durante a Cúpula do G20 no Brasil, em 2024, e visa alinhar-se aos compromissos do país no Acordo de Paris.
Maria Netto, diretora-executiva do Instituto Clima e Sociedade (ICS), destaca que o desafio vai além do volume de recursos, enfatizando a necessidade de modelos de financiamento inovadores para alavancar o capital privado. A coalizão planeja investir US$ 500 milhões em projetos que beneficiem comunidades indígenas e locais, especialmente na região Amazônica. Um estudo identificou 37 organizações com alto potencial de impacto socioambiental, que necessitam de até R$ 300 milhões por projeto.
Foco na Bioeconomia
O fortalecimento de fundos indígenas e a criação de linhas de financiamento de longo prazo são essenciais para o sucesso da iniciativa. O Nature Investment Lab, braço de inovação da coalizão, busca facilitar o contato entre investidores e projetos de Soluções baseadas na Natureza (SbN). Gilberto Derze, CEO da Radix, empresa de reflorestamento, afirma que o foco está em estruturar garantias e adaptar projetos às exigências do mercado financeiro.
A Radix, que planeja restaurar 2 mil hectares em Roraima com um investimento de R$ 70 milhões, conta com 30% desse valor financiado pelo BNDES. Recentemente, a empresa captou R$ 10 milhões da Ecosia, um sistema de busca alemão, através de um contrato de dívida conversível. Essa estratégia visa garantir a sustentabilidade financeira e a viabilidade dos projetos de restauração e conservação.
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