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Israel declara Gaza City zona de combate após recuperação de corpos de reféns

Israel intensifica ofensiva em Gaza City, enquanto a ONU alerta para agravamento da crise humanitária e aumento de mortes por fome

Palestinos carregam pacotes de ajuda humanitária perto de um centro de distribuição da Gaza Humanitarian Foundation, operado pela organização apoiada pelos EUA, em Netzarim, no centro da Faixa de Gaza, na segunda-feira, 4 de agosto de 2025. (Foto: AP Photo/Abdel Kareem Hana)
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  • Israel declarou Gaza City como zona de combate em 29 de agosto de 2025, intensificando sua ofensiva militar na região.
  • A suspensão das pausas humanitárias foi anunciada, dificultando a entrada de ajuda humanitária.
  • O exército israelense recuperou os corpos de dois reféns, incluindo Ilan Weiss, sequestrado em 7 de outubro de 2023.
  • A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou sobre o agravamento da crise humanitária, com mortes relacionadas à fome aumentando para 322.
  • O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reafirmou o compromisso de recuperar todos os reféns, vivos ou mortos.

Israel declarou Gaza City como uma zona de combate perigosa nesta sexta-feira, 29 de agosto de 2025, intensificando sua ofensiva militar na região. A decisão ocorre em meio a uma crise humanitária crescente, com a suspensão das pausas diárias que permitiam a entrada de ajuda humanitária. O exército israelense informou que recuperou os corpos de dois reféns, incluindo Ilan Weiss, sequestrado durante o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.

A nova fase da ofensiva foi anunciada após semanas de pressão internacional e críticas sobre as condições humanitárias em Gaza. Cerca de 86,3% do território está sob ordens de evacuação forçada, e a ONU alertou que a fome se agravou, com mortes relacionadas à escassez de alimentos aumentando para 322 desde o início do conflito. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reafirmou o compromisso de trazer todos os reféns de volta, vivos ou mortos.

A suspensão das pausas humanitárias foi justificada pelo exército como necessária para intensificar as operações contra o Hamas, que controla Gaza. A ONU estima que a ofensiva pode deslocar mais de um milhão de pessoas, aumentando a pressão sobre os serviços de saúde e infraestrutura já sobrecarregados. O porta-voz das Forças de Defesa de Israel, Avichay Adraee, afirmou que as operações continuarão até que todos os reféns sejam recuperados.

Organizações humanitárias expressaram preocupação com a situação, afirmando que a ajuda que chega é insuficiente para atender às necessidades da população. A Norwegian Refugee Council destacou que as restrições de acesso e movimento dificultam a entrega de suprimentos essenciais. A comunidade internacional observa atentamente a escalada do conflito, enquanto o governo israelense enfrenta crescente pressão para buscar um cessar-fogo e negociar a libertação dos reféns.

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