- Israel declarou Gaza City como zona de combate em 29 de agosto de 2025, intensificando sua ofensiva militar na região.
- A suspensão das pausas humanitárias foi anunciada, dificultando a entrada de ajuda humanitária.
- O exército israelense recuperou os corpos de dois reféns, incluindo Ilan Weiss, sequestrado em 7 de outubro de 2023.
- A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou sobre o agravamento da crise humanitária, com mortes relacionadas à fome aumentando para 322.
- O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reafirmou o compromisso de recuperar todos os reféns, vivos ou mortos.
Israel declarou Gaza City como uma zona de combate perigosa nesta sexta-feira, 29 de agosto de 2025, intensificando sua ofensiva militar na região. A decisão ocorre em meio a uma crise humanitária crescente, com a suspensão das pausas diárias que permitiam a entrada de ajuda humanitária. O exército israelense informou que recuperou os corpos de dois reféns, incluindo Ilan Weiss, sequestrado durante o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.
A nova fase da ofensiva foi anunciada após semanas de pressão internacional e críticas sobre as condições humanitárias em Gaza. Cerca de 86,3% do território está sob ordens de evacuação forçada, e a ONU alertou que a fome se agravou, com mortes relacionadas à escassez de alimentos aumentando para 322 desde o início do conflito. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reafirmou o compromisso de trazer todos os reféns de volta, vivos ou mortos.
A suspensão das pausas humanitárias foi justificada pelo exército como necessária para intensificar as operações contra o Hamas, que controla Gaza. A ONU estima que a ofensiva pode deslocar mais de um milhão de pessoas, aumentando a pressão sobre os serviços de saúde e infraestrutura já sobrecarregados. O porta-voz das Forças de Defesa de Israel, Avichay Adraee, afirmou que as operações continuarão até que todos os reféns sejam recuperados.
Organizações humanitárias expressaram preocupação com a situação, afirmando que a ajuda que chega é insuficiente para atender às necessidades da população. A Norwegian Refugee Council destacou que as restrições de acesso e movimento dificultam a entrega de suprimentos essenciais. A comunidade internacional observa atentamente a escalada do conflito, enquanto o governo israelense enfrenta crescente pressão para buscar um cessar-fogo e negociar a libertação dos reféns.
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