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Tecnologia gera debate sobre linguagem religiosa em meio a temores de apocalipse AI

Geoffrey Hinton alerta para os riscos da inteligência artificial não regulamentada, exigindo ação urgente de políticos e especialistas na área

Cientista da computação Geoffrey Hinton em Toronto, na foto fornecida pelo Canadian Institute for Advanced Research, no final da década de 1980. (Foto: CIFAR via AP)
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  • Geoffrey Hinton, conhecido como o “Godfather of AI”, alerta sobre os perigos da inteligência artificial (IA) sem regulamentação.
  • Hinton, que trabalhou na Google por mais de uma década, se sente responsável pelo avanço da tecnologia que ajudou a desenvolver.
  • Enquanto Hinton destaca os riscos, Sam Altman, CEO da OpenAI, e Peter Thiel, cofundador do PayPal, fazem previsões alarmantes sobre o futuro da IA.
  • Hinton e especialistas pedem maior conscientização pública para pressionar políticos a regulamentar a tecnologia.
  • Dario Amodei, CEO da Anthropic, e Ray Kurzweil, defensor do transhumanismo, apresentam visões divergentes sobre o potencial da IA, com Kurzweil prevendo uma fusão entre humanos e tecnologia até 2045.

TORONTO (AP) — Geoffrey Hinton, aos 77 anos, alerta sobre os perigos da inteligência artificial (IA) sem regulamentação. Reconhecido como o “Godfather of AI”, Hinton, que trabalhou na Google por mais de uma década, expressa sua preocupação após deixar a empresa em 2023. Ele se sente “um pouco responsável” pelo avanço da tecnologia que ajudou a criar.

A crescente influência da IA tem gerado debates acalorados entre líderes do setor. Enquanto Hinton destaca os riscos, figuras como Sam Altman, CEO da OpenAI, e Peter Thiel, cofundador do PayPal, fazem previsões apocalípticas sobre o futuro da tecnologia. Altman descreve a IA como uma “inteligência mágica no céu”, enquanto Thiel sugere que a IA poderia contribuir para a vinda do Anticristo.

Hinton e outros especialistas tentam alertar o público sobre os riscos associados à IA. “Estamos tentando acordar as pessoas”, afirma Hinton, enfatizando a necessidade de pressão pública sobre os políticos para que tomem medidas. Em contrapartida, alguns críticos, como Dylan Baker, ex-funcionário da Google, consideram que as preocupações de Hinton e outros são baseadas em “pensamento mágico”, desconectado da realidade.

Visões divergentes sobre o futuro da IA também emergem. Dario Amodei, CEO da Anthropic, apresenta uma perspectiva otimista, prevendo que a IA pode erradicar doenças e promover a liberdade cognitiva. Por outro lado, o cientista Ray Kurzweil, defensor do transhumanismo, acredita que a fusão entre humanos e tecnologia está próxima, prevendo um aumento exponencial da inteligência humana até 2045.

A linguagem apocalíptica usada por alguns líderes do setor reflete uma mudança cultural em Silicon Valley. O professor Robert Geraci observa que a terminologia, antes restrita a contextos religiosos, agora permeia discussões sobre tecnologia. Essa reverência à IA, segundo Geraci, pode ser vista como uma busca por significado em um mundo secularizado.

Embora muitos líderes do setor compartilhem visões otimistas, há vozes críticas. Mark Zuckerberg, CEO do Meta, expressou ceticismo sobre a ideia de criar uma “IA verdadeira”, enquanto Max Tegmark, físico do MIT, alerta sobre os riscos de uma corrida desenfreada por IA não regulamentada. Tegmark, que ajudou a organizar uma carta aberta pedindo uma pausa no desenvolvimento de IA, acredita que a tecnologia pode ser benéfica, mas somente com regulamentações adequadas.

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