- O Ministério da Inteligência do Irã prendeu cinquenta e três cristãos evangélicos sob acusações de espionagem.
- O governo afirma que os detidos fazem parte de uma rede ligada a inteligência estrangeira.
- A mídia estatal apresentou vídeos com os acusados e literatura cristã, alegando contrabando de Bíblias.
- O grupo de vigilância Article18 denunciou o uso de confissões forçadas e imagens de vigilância para sustentar as acusações.
- Atualmente, mais de quarenta cristãos permanecem detidos, enquanto sessenta já cumprem pena de prisão.
O Ministério da Inteligência do Irã anunciou a prisão de 53 cristãos evangélicos sob acusações de espionagem e atividades antissegurança. As detenções ocorreram nas últimas semanas, com o governo alegando que os indivíduos faziam parte de uma rede ligada a inteligência estrangeira. A mídia estatal exibiu vídeos que mostravam os detidos ao lado de literatura cristã, incluindo Bíblias, e alegou que eles haviam contrabandeado esses itens para o país.
O grupo de vigilância Article18, que monitora a liberdade religiosa, informou que as autoridades iranianas utilizaram confissões forçadas e imagens de vigilância para sustentar suas alegações. Mansour Borji, diretor do Article18, criticou as acusações, afirmando que representam um claro exemplo de discurso de ódio contra a comunidade cristã evangélica no Irã. Ele destacou que as alegações não foram comprovadas em tribunal e que a transmissão violou os direitos dos acusados.
As prisões fazem parte de uma repressão mais ampla que, segundo o governo, visa grupos envolvidos em atividades contrárias à segurança nacional. Além dos cristãos, outras minorias, como bahá’ís e curdos, também foram alvo de detenções. O advogado de direitos humanos Hossein Ahmadiniaz afirmou que é improvável que os acusados recebam um julgamento justo, dado o histórico do judiciário iraniano em casos políticos e religiosos.
Atualmente, mais de 40 cristãos permanecem detidos, enquanto outros 60 já cumprem pena de prisão. A Comissão dos EUA para a Liberdade Religiosa Internacional multou o Irã por violações sistemáticas dos direitos de minorias religiosas. A repressão aos cristãos evangélicos, que frequentemente são convertidos do islamismo, é uma prática comum, com muitos deles realizando cultos clandestinos ou fora do país devido à falta de reconhecimento legal.
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