- A 13ª Mediacity Biennale ocorre em Seul até 23 de novembro, com o tema “Séance: Technology of the Spirit”.
- O evento reúne 49 artistas e coletivos para explorar espiritualidade e xamanismo.
- Os curadores, Anton Vidokle, Hallie Ayres e Lukas Brasiskis, destacam a importância da espiritualidade na história da arte.
- O xamanismo, em renascimento na Coreia, é entrelaçado com tradições do budismo e cristianismo.
- A bienal inclui teatro experimental e performances interativas, com destaque para o Nakwon Arcade, que terá uma sala de som e apresentações.
A 13ª Mediacity Biennale, em Seul, explora a intersecção entre espiritualidade e arte com o tema “Séance: Technology of the Spirit”. O evento, que ocorre até 23 de novembro no Museu de Arte de Seul e outros locais, reúne 49 artistas e coletivos para investigar o xamanismo e a espiritualidade contemporânea.
Os curadores, Anton Vidokle, Hallie Ayres e Lukas Brasiskis, afirmam que a espiritualidade e a mortalidade são fundamentais na história da arte. Eles destacam que práticas artísticas, como música e movimento ritualizado, surgiram em contextos cerimoniais. A atual revolução tecnológica leva os artistas a buscar o místico como uma resposta à ansiedade e alienação provocadas pela automação da vida cotidiana.
O xamanismo, que vive um renascimento na Coreia, é um dos focos da bienal. Os curadores observam que essa prática indígena, historicamente perseguida, agora se entrelaça com as tradições do budismo e do cristianismo. A artista Jane Jin Kaisen utiliza o xamanismo em seus filmes para abordar traumas históricos, como os legados de guerra e violência política.
Artistas e Performances
Entre os artistas participantes estão Hilma af Klint, Angela Su e Hsu Chia-Wei. A bienal também incorpora seções de teatro experimental e performances interativas, ampliando a proposta multimídia do evento. O Nakwon Arcade, famoso mercado de instrumentos musicais, será palco de uma sala de som e diversas apresentações.
Os curadores mencionam a experiência com o coletivo ORTA, que promoveu uma performance em Nova York, misturando ritual e workshop. Essa interação gerou um ambiente de transformação coletiva, reforçando a ideia de que o teatro pode ser um meio para a séance.
A Mediacity Biennale, portanto, não apenas apresenta obras de arte, mas também propõe uma reflexão sobre as fronteiras entre disciplinas, entre o vivo e o morto, e entre imagem e ritual.
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