- Mohammed Nagi, um ex-muçulmano de 38 anos, foi assassinado em 19 de agosto em Kamonkoli, Uganda.
- Ele se converteu ao cristianismo em março de 2023 e enfrentou hostilidade após a mudança de fé.
- Nagi foi atraído por um amigo muçulmano, Rajabu, que prometeu um emprego, e foi encontrado com ferimentos na cabeça.
- A polícia não encontrou sinais de estrangulamento e Rajabu é o principal suspeito, mas está desaparecido.
- A viúva de Nagi agora cuida sozinha dos cinco filhos, que têm entre 4 e 15 anos.
Um ex-muçulmano de 38 anos, Mohammed Nagi, foi assassinado em 19 de agosto em Uganda, após se converter ao cristianismo em março deste ano. O crime ocorreu na aldeia de Kamonkoli, onde Nagi foi atraído por um amigo muçulmano, Rajabu, que prometeu um emprego.
Nagi, pai de cinco filhos, começou a frequentar a igreja após ouvir o evangelho de um pastor. Sua esposa, Katooko Nusula, relatou que a família enfrentou vigilância e hostilidade após a conversão. Em julho, rumores sobre a nova fé de Nagi começaram a circular, e ele foi confrontado por parentes que não aceitavam sua decisão.
Na noite do assassinato, Nagi recebeu uma ligação de Rajabu, que o convenceu a se encontrar para discutir detalhes sobre o trabalho. Apesar dos avisos de sua esposa para não sair, ele foi ao encontro. Horas depois, seu corpo foi encontrado com ferimentos na cabeça, arrastado por cerca de 20 metros em uma estrada lamacenta. O caso foi registrado na delegacia central de Budaka.
A polícia, liderada pelo oficial Kwebiiha Sarapio, informou que não havia sinais de estrangulamento. Rajabu é o principal suspeito e está desaparecido. O assassinato de Nagi é mais um caso de violência contra cristãos em Uganda, onde a Constituição garante a liberdade religiosa, mas a realidade é marcada por perseguições.
Os muçulmanos representam cerca de 12% da população do país, com maior concentração no leste. A viúva de Nagi agora enfrenta o desafio de criar sozinha os cinco filhos, que têm idades entre 4 e 15 anos. Este trágico evento evidencia a discrepância entre os direitos legais e as pressões sociais enfrentadas por aqueles que optam por mudar de fé.
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