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Estátua de Santa Sara Kali é danificada em Ipanema e será restaurada

Imagem de Santa Sara Kali é vandalizada no Arpoador, e aumento de denúncias de intolerância religiosa preocupa autoridades.

Imagem de Santa Sara Kali vandalizada, com a cabeça removida, localizada no parque do Arpoador, RJ (Foto: Reprodução)
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  • A imagem de Santa Sara Kali foi vandalizada na madrugada de sexta-feira, 29 de setembro, no parque Garota de Ipanema, no Arpoador, Rio de Janeiro.
  • A cabeça da estátua foi removida e uma imagem de Iemanjá foi encontrada com os braços mutilados.
  • A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) investiga o caso.
  • A advogada Lhuba Batuli registrou a ocorrência e afirmou que o ato é um ataque à liberdade religiosa.
  • Em 2024, houve um aumento nas denúncias de intolerância religiosa, com 61 relatos, quase o triplo em relação aos 22 de 2023.

Uma imagem de Santa Sara Kali, padroeira do povo cigano, foi vandalizada na madrugada de sexta-feira (29) no parque Garota de Ipanema, no Arpoador, Rio de Janeiro. O ato resultou na remoção da cabeça da estátua, que será restaurada. Além disso, uma imagem de Iemanjá foi deixada no local com os braços mutilados. A Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância) investiga o caso.

A advogada Lhuba Batuli, filha da fundadora da gruta dedicada a Santa Sara, registrou a ocorrência na Polícia Civil. Em um vídeo, ela destacou que o ato de vandalismo é uma afronta à liberdade religiosa e um ataque à dignidade da figura que representa resistência e força. A instalação da imagem de Santa Sara no parque foi oficializada em 2003, tornando-se o primeiro templo da santa na América Latina.

O espaço é parte do Circuito de Diversidade Religiosa do Rio de Janeiro. A secretaria de Conservação da Prefeitura informou que o orçamento anual para manutenção de monumentos na cidade é de R$ 2 milhões, com cerca de 40% desse valor destinado a reparos após vandalismos.

Dados recentes mostram um aumento preocupante nas denúncias de intolerância religiosa. Em 2024, foram registrados 61 relatos, quase o triplo em relação aos 22 de 2023. Esses números podem ser ainda maiores, considerando que outras formas de discriminação, como preconceito racial e religioso, também são catalogadas.

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