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Câmara do Recife aprova ‘intervalo bíblico’ nas escolas municipais

Câmara do Recife aprova "intervalo bíblico" nas escolas, gerando polêmica pela exclusão de artigo sobre pluralidade religiosa

Foto: Reprodução
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  • A Câmara de Vereadores do Recife aprovou o Projeto de Lei nº 205/2024, que institui o “intervalo bíblico” nas escolas da cidade.
  • A votação ocorreu em 2 de outubro, com 22 votos a favor e 3 contra.
  • O projeto permite que alunos cristãos se reúnam para atividades religiosas durante os intervalos, sem interferir na grade curricular.
  • A proposta gerou polêmica após a retirada de um artigo que garantia a pluralidade religiosa, o que foi criticado por alguns vereadores.
  • O projeto aguarda a sanção do prefeito João Campos, que pode aprovar ou vetar a medida.

A Câmara de Vereadores do Recife aprovou, em 2 de outubro, o Projeto de Lei nº 205/2024, que institui o “intervalo bíblico” nas escolas públicas e privadas da cidade. A proposta, de autoria do vereador Luiz Eustáquio (PSB), permite que alunos cristãos se reúnam durante os intervalos para atividades religiosas. A votação ocorreu em duas etapas, com 22 votos a favor e 3 contra.

O projeto visa combater a intolerância religiosa nas escolas, garantindo que os encontros não interfiram na grade curricular. No entanto, a proposta gerou controvérsia após a retirada de um artigo que previa ações sobre pluralidade religiosa, incluindo tradições de povos indígenas e comunidades de matriz africana. A vereadora Cida Pedrosa (PCdoB), que votou contra, criticou a exclusão, afirmando que a liberdade de culto é essencial, mas a mudança favorece apenas os cristãos.

Em defesa da proposta, Eustáquio argumentou que a lei não discrimina e busca proteger todos os alunos contra perseguições religiosas. Ele ressaltou que a iniciativa é inclusiva, embora tenha sido motivada por denúncias de pregações evangélicas em escolas, que levaram o Ministério Público de Pernambuco a abrir um inquérito, posteriormente arquivado.

Uma emenda aprovada determina que instituições de ensino confessionais devem respeitar suas orientações religiosas ao aplicar a lei. O projeto agora aguarda a sanção do prefeito João Campos (PSB), que pode aprovar ou vetar a medida.

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