- Iziel Vieira, catarinense, nasceu prematuro, com cinco meses e meio de gestação, e desenvolveu hemiplegia devido à falta de oxigênio no parto.
- Ele aprendeu a aceitar sua condição como uma forma de glorificar a Deus e se tornou um exemplo de superação.
- Em 2016, participou de uma escola de missões no Paraguai, onde ficou por cinco anos, realizando trabalhos comunitários.
- Atualmente, em Guiné-Bissau, atua no projeto Nutrição com Amor, promovendo atividades esportivas e cultos, apesar das limitações físicas.
- Guiné-Bissau enfrenta altos níveis de pobreza, com mais da metade da população vivendo em condições precárias, o que torna projetos sociais essenciais para a comunidade.
Uma vida marcada pela superação
Desde o nascimento, a vida do catarinense Iziel Vieira foi um desafio. Prematuro, com apenas cinco meses e meio de gestação, ele sofreu falta de oxigênio no parto e desenvolveu hemiplegia, condição que compromete os movimentos de um lado do corpo. O que poderia ter sido um limite permanente tornou-se combustível para sua fé e determinação.
A virada de chave: fé e aceitação
A maior conquista, segundo ele, foi aprender a aceitar sua história.
*“Entendi que minha deficiência não era um problema, mas uma forma de glorificar a Deus. Jesus me ensinou a me amar”, afirma.*
Com leveza e coragem, Iziel compartilha suas marcas como fonte de inspiração, mostrando que limitações podem se transformar em propósito.
O chamado missionário
Em 2016, uma escola de missões no Paraguai mudou seu destino. O que seria uma temporada de seis meses virou cinco anos de dedicação a trabalhos comunitários, como escolinha de futebol, almoços coletivos e atividades religiosas.
Hoje, em Guiné-Bissau, ele atua no projeto Nutrição com Amor, participa de cultos e promove atividades esportivas para crianças.
![Iziel Vieira – Missionário]()
A presença de Iziel chama atenção dos guineenses, que se surpreendem ao vê-lo praticar atividades físicas apesar das limitações.
A saudade da família e o choque cultural são reais, mas ele encontra forças na oração e no esporte.
O contexto de Guiné-Bissau
O trabalho missionário ganha ainda mais relevância diante da realidade local. Guiné-Bissau é classificada como um dos países mais pobres e frágeis do mundo, com mais de metade da população vivendo na pobreza e uma parte significativa em pobreza extrema, sem acesso adequado a serviços básicos.
Segundo o Programa Alimentar Mundial (PAM), quase três quartos da população não têm acesso a uma dieta energética mínima, reflexo dos elevados níveis de pobreza. Nesse cenário, projetos sociais ligados à nutrição, educação e esporte tornam-se fundamentais para oferecer esperança e qualidade de vida às comunidades.
O Brasil como celeiro de missionários
A trajetória de Iziel reflete um movimento maior: o Brasil é hoje o 5º país do mundo que mais envia missionários, segundo pesquisa da AMTB (Força Missionária Brasileira 2022).
- Cerca de 19 mil voluntários atuam dentro e fora do país.
- 52% estão no exterior e 48% permanecem no Brasil.
- Destinos principais incluem Portugal, Moçambique, Guiné-Bissau e Paraguai.
- Perfil médio: 52% mulheres, 48% homens, idade média de 44 anos.
- 85% recebem apoio de igrejas e agências missionárias; apenas 4% atuam de forma independente.
Uma vida com propósito
A história de Iziel prova que limites não definem destinos. Da fragilidade de um nascimento prematuro ao impacto de uma vida dedicada em Guiné-Bissau, sua jornada ecoa esperança e propósito.
*“Quando compreendemos o porquê da nossa existência, até as lutas se tornam caminho. A melhor vida é aquela entregue a Deus e ao serviço do próximo”, afirma.*
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