- Drones israelenses lançaram granadas perto de forças de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no sul do Líbano.
- O incidente ocorreu na manhã de terça-feira, enquanto os pacificadores desobstruíam estradas na região.
- A ONU classificou o ataque como grave, embora não tenha havido feridos.
- O exército israelense afirmou que não visava os pacificadores, mas a área estava informada sobre suas atividades.
- A França e o Qatar condenaram o ataque, ressaltando a necessidade de proteger os membros da força de paz.
Drones israelenses lançam granadas perto de forças de paz da ONU no Líbano
Drones israelenses lançaram granadas próximas a forças de paz da ONU no sul do Líbano, em um incidente considerado grave pela UNIFIL. O ataque ocorreu na manhã de terça-feira, enquanto os pacificadores trabalhavam para desobstruir estradas na região. Apesar de não haver feridos, a UNIFIL classificou o evento como um dos mais sérios desde o fim das hostilidades em novembro de 2023, que encerraram a guerra entre Israel e Hezbollah.
O exército israelense afirmou que não tinha a intenção de atingir os pacificadores, mas que as granadas foram lançadas em uma área onde um suspeito estava localizado. A UNIFIL informou que uma das granadas caiu a apenas 20 metros de suas tropas, enquanto outras três caíram a cerca de 100 metros. A operação de desobstrução foi suspensa por motivos de segurança após o incidente.
Reações internacionais
A França, que possui um contingente significativo na UNIFIL, condenou o ataque, enfatizando que o respeito aos membros da força deve ser garantido por todas as partes. O Qatar também se manifestou, chamando o incidente de uma grave violação do direito humanitário internacional. A UNIFIL reiterou que qualquer ação que coloque em risco a segurança dos pacificadores é inaceitável e uma séria violação das resoluções da ONU.
O ataque ocorreu após a votação unânime do Conselho de Segurança da ONU, que decidiu encerrar a missão de paz no sul do Líbano ao final do próximo ano, após quase cinco décadas de atuação. A força de paz tem sido crucial na monitorização da segurança na região, especialmente durante o conflito entre Israel e Hezbollah, que resultou em mais de 4.000 mortes no Líbano e 127 em Israel desde o início das hostilidades em outubro de 2023.
A UNIFIL destacou que é responsabilidade do exército israelense garantir a segurança dos pacificadores enquanto realizam suas atividades, conforme mandatado pelo Conselho de Segurança da ONU.
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