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Papua Nova Guiné oficializa inclusão da Trindade em sua Constituição

Parlamento de Papua Nova Guiné aprova emenda que reconhece a Trindade como Criador e a Bíblia como símbolo nacional

Parlamento da Papua Nova Guiné em vista externa (Foto: Reprodução)
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  • O Parlamento de Papua Nova Guiné aprovou uma emenda constitucional que reconhece a Trindade como Criador e a Bíblia como símbolo nacional.
  • A proposta recebeu 80 votos a favor e 4 contra, após anos de consultas públicas.
  • O primeiro-ministro James Marape afirmou que a mudança representa um retorno às raízes espirituais do país.
  • Marape destacou o papel das igrejas na unificação da população e na prestação de serviços em áreas como saúde e educação.
  • A emenda não afeta as garantias de liberdade religiosa, conforme o Artigo 45 da Constituição, que protege o direito de consciência e religião.

Em uma decisão marcante, o Parlamento de Papua Nova Guiné aprovou uma emenda constitucional que reconhece oficialmente a Trindade como Criador e a Bíblia como símbolo nacional. A proposta, que recebeu 80 votos a favor e apenas 4 contra, foi resultado de anos de consultas públicas conduzidas pela Comissão de Reforma Constitucional.

A emenda, inserida no preâmbulo da Constituição, reafirma a identidade cristã da nação, que possui uma forte tradição religiosa. O primeiro-ministro James Marape, adventista do sétimo dia, destacou que essa mudança representa um retorno às raízes espirituais do país. Ele afirmou que a emenda reflete o papel fundamental das igrejas no desenvolvimento da sociedade, especialmente em áreas como saúde e educação.

Papel das Igrejas

Marape enfatizou a importância das igrejas na unificação de uma população marcada por diversidade cultural e linguística. Segundo ele, as instituições religiosas têm sido essenciais na prestação de serviços onde o governo não chegou. As igrejas cristãs ancoraram a unidade e a união de nosso país, disse o primeiro-ministro, ressaltando a contribuição dos missionários ao longo dos últimos 150 anos.

A aprovação da emenda foi celebrada por líderes cristãos, que a veem como um marco espiritual que pode promover harmonia nacional e ajudar a combater a violência e a corrupção. No entanto, o bispo católico Giorgio Licini expressou preocupações, alertando que a mudança pode gerar desilusão se não for acompanhada de políticas públicas eficazes.

Liberdade Religiosa

Apesar da nova emenda, as garantias de liberdade religiosa permanecem intactas. O Artigo 45 da Constituição continua a proteger o direito de consciência, pensamento e religião, assegurando que cidadãos de outras crenças não sejam prejudicados pela mudança. Assim, a convivência entre diferentes tradições de fé no país está preservada, mesmo com a nova ênfase nos valores cristãos.

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