Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Ucrânia propõe proibição de igreja ortodoxa ligada a Moscovo e à guerra

Governo da Ucrânia busca banir a Igreja Ortodoxa da Ucrânia por laços não rompidos com Moscovo, enquanto investigações estão em andamento

Mosteiro das Cavernas, também conhecido como Lavra de Kyiv-Pechersk, um dos locais mais sagrados para os cristãos ortodoxos orientais, em Kyiv, Ucrânia, 23 de março de 2023 (Foto: Reprodução)
0:00
Carregando...
0:00
  • O governo da Ucrânia está buscando banir a Igreja Ortodoxa da Ucrânia (UOC) por não ter rompido totalmente os laços com Moscovo.
  • A UOC declarou independência da Igreja Ortodoxa Russa em 2022, mas enfrenta investigações sobre suas ligações com a Rússia.
  • O Departamento de Serviço do Estado da Ucrânia em Etno-política e Liberdade de Consciência (DESS) afirma que a UOC não tomou as medidas necessárias para se distanciar de Moscovo.
  • O governo já solicitou ao tribunal a proibição das atividades da UOC, que poderá recorrer se perder a ação.
  • A disputa religiosa tem implicações nas relações internacionais da Ucrânia, especialmente em relação ao apoio dos Estados Unidos.

O governo da Ucrânia está em processo de banir a Igreja Ortodoxa da Ucrânia (UOC) devido à sua suposta falta de rompimento total com Moscovo. A UOC, que declarou independência da Igreja Ortodoxa Russa em 2022, enfrenta investigações que questionam suas ligações com a Rússia. A medida surge após a proibição da Igreja Ortodoxa Russa, aprovada pelo Parlamento ucraniano, em resposta ao apoio da instituição à invasão russa.

A UOC, liderada pelo Metropolita Onufry, é acusada de não ter realizado as mudanças necessárias em seus documentos administrativos para formalizar a separação. O governo ucraniano considera a UOC uma extensão do estado agressor, afirmando que a igreja não tomou as ações adequadas para se distanciar de Moscovo. O Departamento de Serviço do Estado da Ucrânia em Etno-política e Liberdade de Consciência (DESS) publicou um relatório que reforça essa posição.

Investigação e Consequências

O governo já solicitou ao tribunal a proibição das atividades da UOC, que, se perder, poderá recorrer a instâncias superiores. A decisão pode levar meses para ser finalizada. Além disso, algumas congregações da UOC podem ser impedidas de usar propriedades que não possuem, o que é significativo em um país onde muitos locais históricos são de propriedade estatal.

O advogado da UOC, Robert Amsterdam, defendeu que a igreja já tomou medidas para se distanciar de Moscovo, como a criação de paróquias no exterior para atender refugiados ucranianos. Ele criticou a ação do governo como uma tentativa de eliminar instituições independentes no país. A situação é ainda mais complexa, pois o governo ucraniano também está processando clericais da UOC por suposta colaboração com a Rússia.

Contexto Religioso e Social

Cerca de 70% da população ucraniana se identifica como ortodoxa, mas apenas uma fração se vincula à UOC, que é vista por muitos como parte do Patriarcado de Moscovo. A rival Igreja Ortodoxa da Ucrânia, reconhecida como independente desde 2019, é a que mais atrai fiéis. O DESS enfatizou que a questão não se trata de doutrinas religiosas, mas da afiliação a um estado considerado agressor.

A disputa religiosa tem implicações diretas nas relações internacionais da Ucrânia, especialmente em relação ao apoio dos Estados Unidos. Críticos da lei que proíbe grupos religiosos ligados a Moscovo argumentam que ela pode ser vista como uma repressão à liberdade religiosa. Contudo, a repressão à liberdade religiosa na Ucrânia é amplamente atribuída à ocupação russa, que tem visado diversas comunidades religiosas em áreas sob seu controle.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais