- Centenas de católicos LGBT e suas famílias participaram de uma peregrinação em Roma no dia seis de setembro, reconhecida oficialmente pelo Vaticano.
- O evento, parte do Jubileu, simboliza um novo nível de acolhimento na Igreja Católica, influenciado pelo legado do Papa Francisco.
- Organizada pela associação Jonathan’s Tent, a peregrinação teve apoio de grupos como DignityUSA e Outreach, embora o Vaticano tenha ressaltado que não se trata de um endosse oficial.
- Durante a homilia, o bispo dom Franceseco Savino afirmou que o Jubileu é um momento de libertação e esperança para aqueles marginalizados.
- O novo Papa, Leão XIV, demonstrou abertura ao diálogo, continuando a política de inclusão iniciada por Francisco.
Centenas de católicos LGBT e suas famílias participaram, neste sábado, 6, de uma peregrinação histórica em Roma, reconhecida oficialmente pelo Vaticano. O evento, parte do Jubileu, simboliza um novo nível de acolhimento na Igreja Católica, creditado ao legado do Papa Francisco.
Organizada pela associação italiana Jonathan’s Tent, a peregrinação contou com o apoio de grupos como DignityUSA e Outreach. Embora constasse no calendário oficial do Jubileu, o Vaticano enfatizou que isso não representa um endosse ou patrocínio. Durante a homilia, o bispo dom Franceseco Savino destacou que o Jubileu é um tempo de libertação e esperança para aqueles que vivem à margem da sociedade.
A presença do Papa Francisco, que desde 2013 promove uma postura mais inclusiva, foi citada como fundamental para essa mudança. O novo Papa, Leão XIV, também demonstrou abertura ao diálogo, apesar de declarações anteriores sobre o “estilo de vida homossexual”. Recentemente, ele se reuniu com o padre jesuíta James Martin, defensor da inclusão de católicos LGBT.
Na véspera da peregrinação, uma vigília reuniu testemunhos de casais homoafetivos e familiares. O padre Fausto Focosi ressaltou que a comunidade vive um momento de superação, refletindo as mudanças significativas na abordagem da Igreja em relação à diversidade sexual. A peregrinação representa um passo importante na busca por reconhecimento e inclusão dentro da Igreja Católica.
Participantes como John Capozzi, que retornou à Igreja após anos afastado, atribuíram seu acolhimento à postura de Francisco. Ele afirmou que a mensagem do Papa de que a Igreja está aberta a todos mudou sua relação com a fé. A peregrinação, portanto, não é apenas um evento religioso, mas um símbolo de aceitação e esperança para muitos.
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