- A violência na Nigéria, especialmente entre grupos étnicos e religiosos, continua a ser uma preocupação global.
- Uma tribo radical fulani mantém entre 500 e 600 reféns em campos de terror, com relatos de tortura e execuções.
- Douglas Burton, ex-funcionário do Departamento de Estado dos EUA, afirmou que os reféns estão em campos na floresta de Rijana, no estado de Kaduna, desde dezembro de 2024.
- Sobreviventes relatam condições desumanas, como escassez de alimentos e espancamentos. Um relato destaca que sequestradores proibiram orações cristãs.
- Líderes religiosos criticam a inação do governo nigeriano, que minimiza a violência, atribuindo-a a conflitos entre agricultores e pastores.
A violência na Nigéria, especialmente entre grupos étnicos e religiosos, continua a alarmar a comunidade internacional. Recentemente, foi revelado que uma tribo radical fulani mantém entre 500 e 600 reféns em campos de terror, com relatos de tortura e execuções, enquanto o governo nigeriano permanece inerte.
Durante uma coletiva de imprensa no Capitólio, Douglas Burton, ex-funcionário do Departamento de Estado dos EUA e editor sênior da Truth Nigeria, destacou a gravidade da situação. Ele afirmou que os reféns estão sendo mantidos em campos na floresta de Rijana, no estado de Kaduna, desde dezembro do ano passado. “Milhares de pessoas passaram por esse sistema, e muitas foram mortas,” disse Burton.
Os sobreviventes relatam condições desumanas, com escassez de alimentos e espancamentos frequentes. Uma mãe, identificada como Esther, compartilhou sua experiência de sequestro em junho de 2025, quando foi capturada junto com sua filha de 10 meses. “Os sequestradores me advertiram contra recitar qualquer oração cristã,” contou Esther, que conseguiu ser libertada em agosto.
Falta de Ação do Governo
Líderes religiosos e defensores dos direitos humanos criticam a inação do governo nigeriano em proteger tanto cristãos quanto muçulmanos das milícias fulani. Judd Saul, diretor da Equipping The Persecuted, enfatizou que “os sequestradores são fulani,” uma milícia étnica que busca estabelecer um califado na Nigéria. Apesar das alegações de genocídio, o governo nigeriano minimiza a violência, atribuindo-a a conflitos entre agricultores e pastores.
A Comissão dos Estados Unidos sobre Liberdade Religiosa Internacional expressou preocupação com o agravamento das tensões religiosas. “As condições são realmente horríveis,” afirmou Burton, ressaltando que o governo não reconhece os relatórios sobre os campos de terror. Além disso, há acusações de que o governo estaria subornando jornalistas para silenciar a cobertura da situação.
Apelo Internacional
Vários oradores pediram ao Departamento de Estado dos EUA que reintegrasse a Nigéria na lista de Países de Preocupação Especial, após sua remoção em 2021. “Sabemos com certeza que há mais de mil cristãos mantidos em cativeiro,” afirmou Saul, instando a comunidade internacional a agir. A situação exige atenção urgente, pois a violência e o sequestro de cristãos na Nigéria continuam a aumentar, colocando em risco a vida de milhões.
Entre na conversa da comunidade