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Opus Dei se aproxima de retomar controle do santuário de Torreciudad após morte do papa

Pressões aumentam sobre o bispo de Barbastro-Monzón para ceder controle do santuário de Torreciudad ao Opus Dei após a morte do papa Francisco

Vista aérea de uma celebração religiosa no santuário do Opus Dei em Torreciudad, Huesca (Foto: Reprodução)
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  • O conflito pela gestão do santuário de Torreciudad, construído pelo Opus Dei em 1975, se intensificou após a morte do papa Francisco e a ascensão de León XIV.
  • O bispo de Barbastro-Monzón, Ángel Pérez Pueyo, que tinha o apoio do papa anterior, agora enfrenta pressões para ceder o controle ao Opus Dei.
  • Desde 2020, a disputa envolve a nomeação do reitor do santuário, com questões financeiras e acusações na mídia.
  • Em outubro de 2024, Francisco nomeou um comissário extraordinário, Alejandro Arellano, para buscar um acordo, mas a morte do papa alterou o cenário a favor do Opus Dei.
  • Pérez Pueyo não assinou um acordo que permitiria ao Opus Dei continuar a gestão, mas fez uma proposta que inclui a devolução de itens simbólicos e a auditoria das contas pela Santa Sé.

O conflito pela gestão do santuário de Torreciudad, construído pelo Opus Dei em 1975, se intensifica após a morte do papa Francisco e a ascensão de León XIV. O bispo de Barbastro-Monzón, Ángel Pérez Pueyo, que contava com o apoio do papa anterior, agora enfrenta pressões para ceder o controle ao Opus Dei.

Desde 2020, a disputa gira em torno da nomeação do reitor do santuário, complicando-se com questões financeiras e acusações na mídia. A situação se agravou em outubro de 2024, quando Francisco interveio, nomeando um comissário extraordinário, Alejandro Arellano, para buscar um acordo. Contudo, a morte do papa alterou o cenário, favorecendo o Opus Dei.

Fontes eclesiásticas indicam que um acordo já estava próximo, permitindo que o Opus Dei continuasse a gestão do santuário, enquanto o bispo teria a prerrogativa de escolher o reitor de uma lista apresentada pela organização. No entanto, Pérez Pueyo não assinou o acordo e, em julho, fez uma proposta que incluía a gestão do santuário pelo Opus Dei, mas com a condição de que a Santa Sé auditasse suas contas.

A proposta do bispo também envolvia a devolução de dois itens simbólicos: a imagem da Virgem de los Ángeles e a pia batismal da catedral de Barbastro, que são fundamentais para a história do Opus Dei. Essa questão transformou o litígio em uma disputa sobre a devoção popular, semelhante ao caso de Sijena, que durou 25 anos.

Com a falta de acesso direto a León XIV, Pérez Pueyo enfrenta um dilema: assinar o acordo ou arriscar uma nova escalada no conflito. A pressão sobre o bispo aumenta, enquanto o novo papa delega a resolução do caso ao comissário vaticano, deixando o futuro do santuário em uma situação incerta.

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