- O pastor Nikolay Romanyuk, de 63 anos, foi condenado a quatro anos de prisão em um campo de trabalhos forçados na Rússia por criticar a guerra na Ucrânia durante um sermão em setembro de 2022.
- A sentença foi proferida em 3 de setembro de 2025, pelo Tribunal da Cidade de Balashikha, tornando-o o primeiro religioso punido por se opor à guerra sob a perspectiva de fé.
- Romanyuk, líder da Igreja Pentecostal da Santíssima Trindade, afirmou em sua pregação que “não é nossa guerra” e que a doutrina da igreja prega o pacifismo.
- Ele está detido em Noginsk e já cumpriu dez meses de prisão preventiva. Sua defesa considera a sentença cruel e desproporcional.
- A filha de Romanyuk, Svetlana Zhukova, criticou a decisão judicial e afirmou que o caso é motivado por perseguição política. A família planeja recorrer ao Tribunal Regional de Moscou.
O pastor Nikolay Romanyuk, de 63 anos, foi condenado a quatro anos de prisão em um campo de trabalhos forçados na Rússia por criticar a guerra na Ucrânia durante um sermão em setembro de 2022. A sentença foi proferida em 3 de setembro de 2025, pelo Tribunal da Cidade de Balashikha, tornando-o o primeiro religioso punido por expressar sua posição contrária à guerra sob a perspectiva de fé.
Romanyuk, que lidera a Igreja Pentecostal da Santíssima Trindade, foi acusado de incitar seus fiéis a interferir no alistamento militar. Durante sua pregação, transmitida ao vivo, ele afirmou que “não é nossa guerra” e que a doutrina da igreja prega o pacifismo. O pastor enfatizou que não abençoava aqueles que iam para a guerra e que orava por aqueles que eram forçados a ir.
Testemunhas no tribunal, incluindo membros da igreja e um oficial do exército, confirmaram que Romanyuk não incitou a deserção. Apesar disso, o tribunal o condenou e impôs uma proibição de três anos para administrar sites após sua libertação. A defesa do pastor considera a sentença “cruel e desproporcional”.
Atualmente, Romanyuk está detido em Noginsk, onde já cumpriu dez meses de prisão preventiva. Sua filha, Svetlana Zhukova, criticou a decisão judicial, alegando que o caso é “totalmente fabricado” e motivado por perseguição política. Romanyuk planeja recorrer ao Tribunal Regional de Moscou, embora a família não espere mudanças significativas.
O Forum 18, organização que monitora a liberdade religiosa, informou que outros quatro indivíduos também foram condenados por se oporem à guerra da Rússia contra a Ucrânia por motivos religiosos. O governo de Vladimir Putin intensificou a censura na internet, bloqueando sites que criticam a guerra e organizações que denunciam violações à liberdade religiosa, alegando que contêm “conteúdos extremistas.”
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