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Influenciadora ortodoxa dos EUA critica guerra da Rússia e é expulsa como freira

Irmã Vassa Larin é expulsa da Igreja Ortodoxa Russa após criticar a guerra na Ucrânia e se junta à Igreja Ortodoxa da Ucrânia

Irmã Vassa Larin, uma proeminente freira ortodoxa americana, posa para um retrato em seu quarto antes de gravar um vídeo em Viena, Áustria (Foto: Reprodução)
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  • A irmã Vassa Larin, conhecida por suas aulas sobre santos no YouTube, teve seu status de freira revogado pela Igreja Ortodoxa Russa.
  • A decisão ocorreu após sua oposição à invasão da Ucrânia pela Rússia, considerada “desobediência” pela hierarquia da igreja.
  • Larin criticou o Patriarca Kirill, que apoiou a guerra, e afirmou que sua expulsão foi motivada pela resistência à propaganda de guerra russa.
  • Após a revogação, Larin se uniu à Igreja Ortodoxa da Ucrânia e foi nomeada professora visitante na Academia Teológica Ortodoxa de Kyiv.
  • A situação dela ilustra as divisões dentro da Ortodoxia, com várias jurisdições adotando posturas diferentes em relação ao conflito.

Irmã Vassa Larin, figura proeminente da Igreja Ortodoxa, perde status de freira após criticar a guerra na Ucrânia

A irmã Vassa Larin, conhecida por suas aulas sobre santos e dias sagrados no YouTube, teve seu status de freira revogado pela Igreja Ortodoxa Russa. A decisão ocorreu após sua oposição pública à invasão da Ucrânia pela Rússia, que a hierarquia da igreja classificou como “desobediência”.

Antes de 2022, Larin era uma respeitada intelectual no cristianismo ortodoxo, destacando-se em um ambiente dominado por homens. No entanto, sua postura crítica em relação ao Patriarca Kirill, que abençoou a guerra, levou à sua remoção. Em uma entrevista, Larin afirmou que a verdadeira razão de sua expulsão foi sua oposição à propaganda de guerra da Rússia.

Após a revogação, Larin se associou à Igreja Ortodoxa da Ucrânia, onde foi nomeada professora visitante na Academia Teológica Ortodoxa de Kyiv. O novo bispo, Metropolitano Yevstratiy Zoria, elogiou sua dedicação à paz e à condenação da propaganda bélica russa.

A situação de Larin é um exemplo do alcance da Igreja de Moscou, que, segundo analistas, tem pressionado comunidades ortodoxas nos Estados Unidos. Um estudo da Universidade Fordham revelou que pelo menos 79 cristãos ortodoxos na Rússia enfrentaram sanções por se oporem à guerra. Larin destacou que sua expulsão representa um caso inédito de repressão eclesiástica a um cidadão americano.

A guerra na Ucrânia exacerbou divisões dentro da Ortodoxia, com várias jurisdições se posicionando de forma diferente. A Igreja Ortodoxa da América, por exemplo, também enfrenta controvérsias relacionadas à invasão. A complexidade do cenário religioso ortodoxo se intensifica à medida que líderes e comunidades lidam com as consequências do conflito.

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