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Soldados israelenses e mães se opõem a retornos a Gaza em crescente movimento

Soldados e mães de militares se mobilizam em Israel contra a guerra com o Hamas, desafiando o governo de Benjamin Netanyahu

Reservistas de combate israelenses ocupam posição durante treinamento nas Colinas de Golã, controladas por Israel (Foto: Reprodução)
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  • Um número crescente de soldados e mães em Israel está se recusando a servir nas Forças Armadas, desafiando o governo de Benjamin Netanyahu.
  • A recusa ocorre em meio à guerra com o Hamas, que começou após o ataque de 7 de outubro de 2023, resultando em muitas mortes e reféns.
  • Grupos de soldados e mães organizam protestos, mesmo com o risco de prisão, refletindo descontentamento com a gestão da guerra e a situação humanitária em Gaza.
  • A opinião pública está mudando, com uma pesquisa indicando que cerca de dois terços dos israelenses apoiam um acordo que inclua a libertação de reféns e a retirada das tropas de Gaza.
  • Netanyahu mantém a posição de que a guerra só terminará com a devolução de todos os reféns e a desmilitarização do Hamas.

A crescente recusa de soldados e mães em servir nas Forças Armadas de Israel está desafiando o governo de Benjamin Netanyahu, em meio à guerra com o Hamas, que já dura quase dois anos. Desde o ataque de 7 de outubro de 2023, a situação se agravou, resultando em um elevado número de mortos e reféns.

Grupos formados por soldados e mães estão se organizando para expressar sua recusa em servir, mesmo com o risco de prisão. Embora não existam números oficiais, a resistência tem ganhado força, refletindo um descontentamento crescente com a condução da guerra e a gestão humanitária em Gaza. Muitos israelenses estão se unindo a protestos, acusando Netanyahu de prolongar o conflito por motivos políticos.

Soldados como Avshalom Zohar Sal, que já serviu em várias missões em Gaza, relatam um estado de exaustão e desmotivação. “Não sei mais pelo que estou lutando,” afirmou Sal, expressando suas dúvidas sobre a eficácia das operações militares. A insatisfação é compartilhada por um grupo chamado “Soldados pelos Reféns”, que representa mais de 360 soldados que se recusam a servir.

Mobilização de Mães

Um movimento significativo é liderado por mães de soldados, que temem pela segurança de seus filhos. Noorit Felsenthal-Berger, uma das mães ativas no movimento, disse que não consegue parar de pensar em maneiras de impedir que seu filho volte ao combate. O grupo “Salve Nossas Almas” (SOS) já conta com cerca de mil mães, que realizam protestos e tentam dialogar com o governo.

A recusa em servir é uma questão delicada em Israel, onde o serviço militar é considerado sagrado. Apesar de algumas prisões de soldados que se negaram a servir, a resistência está crescendo. A insatisfação é exacerbada pela percepção de que o governo não está fazendo o suficiente para proteger os soldados e os civis em Gaza.

Opiniões e Consequências

A opinião pública também está mudando. Uma pesquisa recente revelou que cerca de dois terços dos israelenses acreditam que o país deve buscar um acordo que inclua a libertação de reféns e a retirada das tropas de Gaza. A guerra já resultou em mais de 64 mil mortes palestinas, e a pressão internacional sobre Israel tem aumentado.

Netanyahu, por sua vez, mantém a posição de que a guerra só terminará com a devolução de todos os reféns e a desmilitarização do Hamas. A situação continua tensa, com a sociedade israelense cada vez mais dividida sobre a continuidade do conflito e suas consequências.

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