- O papa Leão, primeiro pontífice americano, expressou preocupações sobre desigualdade salarial em sua primeira entrevista, divulgada em setembro.
- Ele criticou os altos salários de CEOs, citando o plano de compensação de US$ 1 trilhão de Elon Musk.
- O papa destacou que diretores-executivos ganham 600 vezes mais que o trabalhador médio, uma disparidade crescente em comparação com as quatro a seis vezes de 60 anos atrás.
- Além disso, ele criticou a eficácia da Organização das Nações Unidas, afirmando que a entidade perdeu a capacidade de resolver crises globais.
- O papa também mencionou seu apoio ao Peru na próxima Copa do Mundo e se descreveu como torcedor do White Sox.
O papa Leão, o primeiro pontífice americano, expressou preocupações sobre a desigualdade salarial em sua primeira entrevista, concedida em julho e divulgada neste domingo. Ele criticou os altos salários de CEOs, mencionando o plano de compensação de US$ 1 trilhão de Elon Musk, que pode torná-lo o primeiro trilionário do mundo.
O papa destacou que, atualmente, diretores-executivos ganham 600 vezes mais do que o trabalhador médio, uma disparidade alarmante em comparação com as quatro a seis vezes de 60 anos atrás. Ele questionou o que isso significa para a sociedade, afirmando que se o valor da vida humana e da família for esquecido, a humanidade enfrentará sérios problemas.
Críticas à ONU
Além das questões salariais, o papa Leão também criticou a eficácia da Organização das Nações Unidas. Ele afirmou que a ONU deveria ser um espaço para resolver crises globais, mas atualmente parece ter perdido essa capacidade. O pontífice enfatizou a importância da diplomacia multilateral, especialmente em tempos de crise.
Na entrevista, Leão compartilhou que ainda está aprendendo a lidar com as complexidades do papado, após a morte de seu antecessor, o papa Francisco. Ele mencionou que, embora se sinta preparado para questões espirituais, está em um intenso processo de aprendizado sobre diplomacia.
O papa também revelou seu apoio ao Peru na próxima Copa do Mundo, destacando laços afetivos com o país. Ele se descreveu como um torcedor do White Sox, mas, como papa, disse ser fã de todos os times. A entrevista faz parte de sua biografia, “Leão XIV: Cidadão do Mundo, Missionário do Século XXI”, que será lançada no início do próximo ano.
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